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sobre estados de alma e outras insignificâncias... :)

28
Mai13

navegar à vela

por Lazy Cat

Como um veleiro no mar, fazendo caminho, sem esperar nada nem ninguém concretamente, mas sabendo que virá. Sob os raios quentes do sol desliza, deixando que as ondas o embalem, tranquilamente dia após dia, segue o seu destino, sorrindo, sabendo que virá. Sem demasiados sobressaltos, embora por vezes se engasgue e pretenda mudar de rumo, se perca entre a espuma branca das ondas e se queixe um pouco dos embates no casco, chegando até a desejar não terminar a viagem, baixando as velas e deixando que o tempo, o mar e o vento o levem, deixando de lutar contra os elementos, porque, sabe com toda acerteza, que virá. Porque nada muda por mais que tudo pareça diferente a cada dia. A linha do horizonte é a linha do horizonte e ele sabe que, mantendo o rumo, mais para cá, mais para lá, aguarda não o incerto, mas de velas abertas ao sol e aos ventos espera quem sabe que um dia virá. Virá como mar revolto, virá como onda serenas, virá como tempestade repentina, nuvem cinzenta de raiva e fúria já não contidas. Virá como lágrimas quentes que o mar por vezes derrama sobre o barco, ou como vento que fustiga as velas e não se rende, por mais que se canse, por mais que não ganhe, por mais que o barco não se mexa nem se afunde, mas virá. E então, o veleiro ancorará, onde quer que esteja, oferecendo abrigo e calmaria. Porque o caminho é seguir viagem, aprender fazendo caminho, abrir as velas agora para as recolher com carinho, esperar, sem mudar de rumo, que o outro cruze o seu destino. E quando chegar o tempo certo, irão, pelo mar à aventura, de saudade em loucura, de mergulho em perdição, de espera em sorrisos, de amor em paixão. Sem rumo. Irão. 

 

 

Navegação à vela

pode ser definida como a arte de manobrar as velas de uma embarcação em função do vento (conforme a sua direcção e a sua intensidade) para que possa locomover-se em relação ao rumo que se pretende seguir, em operações que envolvem não somente o velame em si, mas também o(s) mastro(s), a quilha e o leme. sem perder o equilibrio e sem se desviar do objectivo final. Navegar à vela é, portanto, um verdadeiro desafio. (Wikipédia)


Tenho tantas mas tantas saudades! Nada como o mar, o seu poder absoluto quando estamos dentro de uma casca de noz, para nos relembrar da nossa verdadeira dimensão humana, da nossa fragilidade e da nossa força infinita, da coragem e da beleza de cada segundo da vida!

Amo o mar! Amo o mar sem palavras, porque creio, alguém que o amou antes de mim já o disse de todas as maneiras! Em prosa, em verso, em silêncio. Amo profundamente o mar e a vida que me fez barco. 

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No luxury and no comfort, no delight and no pleasure, no new liberty and no new discovery, no praise and no flattery, which we may enjoy on our journey, will mean anything to us if we have forgotten the purpose of our travels, and the end of our labours (Isaiah Berlin)





"If you are lucky enough to find a way of life that you love you have to find the courage to live it."
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