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não é

16.12.13

ordem não é arrumação, como virtude não é aparência

oração não são palavras, como amor não é tacto, 

reforma não é envernizamento, como estudo não é leitura, 

caridade nãoé só "dar", como humildade não é abaixar-se

bondade não é mansidão que se omite, como alegria não é riso, 

felicidade não é ócio, como dor não é choro. 

 

foi assim que começou o meu dia, abrindo um livro ao acaso. tudo isto faz imenso sentido! assim como faz sentido, no seguimento de uma conversa que tive este fim-de-semana, que as mudanças sejam lentas e por vezes nem aconteçam. porque, para mudar, é preciso que algo muito mas muito forte nos impulsione e são, geralmente as coisas menos boas que conseguem ter essa força. porque mudar, mudar de atitude, pegar nas rédeas das coisas, custa. requer esforço e uma capacidade quase infinita de cair e levantar, falhar e recomeçar. todos os hábitos podem ser alterados, mas consolidar um hábito, requer tempo e muita força de vontade. e, para além de reconhecer os sinais, fazer-lhes caso. 

 

estou cansada, este foi mais um ano de grandes desafios, de desgaste, de mudanças a vários níveis. se tivesse que usar uma única palavra para descrever este ano, escolheria crescimento: cresci, cresceu a minha noção de algumas coisas, cresceu a minha vontade de dar a volta à vida, cresceu a minha capacidade de ouvir, a minha vontade de conseguir. tudo muito frágil ainda, em crescimento ainda, mas sempre comigo, um crescimento lento mas que se vai consolidando. 

 

este fim-de-semana também, tive oportunidade de perceber que, de facto, às vezes achamos que queremos muito algumas coisas. então, a vida coloca à nossa frente essas coisas. com um twist. no meio de tudo aquilo que achamos querer, como algo muito importante, ou, para chegar a tudo isso, há um obstáculo a transpor. perante tudo o que está do outro lado, ponderamos. mas, valores mais altos se levantam, que são os nossos, e não somos capazes de abdicar de alguns deles, ou de um sequer, para chegar ao tão almejado conjunto de coisas. e por vezes, esta barreira, pode até parecer fútil, podemos até, por momentos, considerar que deitar a perder um conjunto tão significativo de coisas importantes para nós por um pormenor é algo próximo da idiotice...mas, assim aprendemos mais um pouco sobre quem somos. e não há mal em querer-se tudo. ou em perceber que afinal há coisas mais importantes do que aquelas que achamos querer tanto...e aprende-se mais um pouco. e aceita-se que não se é perfeita. 

 

e aceitar é mais um passo para o amor incondicional de mim-mesma. e descobri também que afinal até sei ler os sinais. e que sei descartar sem ficar com culpas o que não me serve. e que, ignorar consistentemente uma questão, não é tomar uma atitude. tomar uma atitude é praticar uma acção. ignorar, faz com que a coisa nos volte várias vezes ao caminho. lidar com é arrumar as coisas, arrumar a casa, destralhar a vida.  porque cada coisa a menos que pesa, dá espaço de manobra para pegar noutra(s) com menos esforço. 

 

não, não é fácil. nem sempre. mas vale a pena. não, não é rápido, mas faz ganhar tempo. não, não é indolor, mas torna-nos imunes... e sim, a melhor forma de não ter problemas, é lidar com eles e arrumá-los, focados não nos problemas, mas nas possíveis soluções! e não, não se sabe, mas aprende-se! e ao aprender...crescemos em todos os sentidos! e sim...às vezes é preciso: 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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amigos

28.08.13

sim, é verdade. 

gosto muito dos meus amigos. muito mesmo. e sim, também é verdade que há posts que só são visiveis para os meus amigos. porquê? porque, se bem que nos expomos diariamente, na rua, em locais públicos, a nível profissional, etc, se bem que exponha aqui parte da minha vida, a verdade é que é parte e só isso. aquilo que todos conseguem ver, é quase como aquelas conversas que acontecem por vezes num banco de jardim, na esplanada, numa fila qualquer de espera, sei lá. sabe bem de repente falar de um assunto, muitas vezes rebatido até à exaustão com as nossas pessoas e para o qual não se encontra solução, e obter uma resposta fresca, uma visão distante e por vezes muito mais abrangente o que nos obriga, ou faz, ou ajuda a rever a nossa posição. 

 

sim, também é verdade que se não fomentar o comentário, e não o faço, não ando de blog em blog a comentar na esperança/desejo de receber comentários de volta, terei menos retorno. porque este LazyDays é uma espécie de diário de bordo da grande aventura da minha vida e é escrito por e para mim. porque é que então, o tornei público? porque se os meus devaneios, loucuras, desejos, anseios, aprendizagens, lágrimas, alegrias e sorrisos fizerem eco em alguém ou se alguém encontrar aqui, por uma vez que seja, algo que lhe desperte um sorriso, ou uma lágrima, terei tocado uma alma com a minha vida e isso, meus amigos, meus leitores, não tem preço. 

 

porque amigos, amigos verdadeiros, são uma coisa rara, reservo-lhes a tempo inteiro o melhor de mim. porque conviver é uma coisa complicada, procuro praticar, todos os dias, o Amor. Amor para ouvir, Amor para falar, Amor, amizade,  carinho e ternura, para fazer da vida uma muito maior, mais gratificante e deliciosa grande aventura. 

 

 

 

 

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% amigos %

19.05.13

 

 

Faraó, mudas tu ou mudo eu???

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sobre estados de alma e outras insignificâncias... :)

"If you are lucky enough to find a way of life that you love you have to find the courage to live it."
John Irving



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No luxury and no comfort, no delight and no pleasure, no new liberty and no new discovery, no praise and no flattery, which we may enjoy on our journey, will mean anything to us if we have forgotten the purpose of our travels, and the end of our labours (Isaiah Berlin)

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