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mais um post sobre a chuva

01.04.14

nem é tanto sobre a chuva, eu gosto de chuva e não me chateia que chova durante vários dias seguidos. mas foi precisamente ao pensar nisso, e em como sei que inevitavelmente um dia vai parar de chover que dei comigo a pensar: " e se esse dia inevitável nunca mais chegar e a partir de agora chover todos os dias, seja qual for a estação e sem que isso altere a flutuação "normal" de temperaturas entre estações"? suponho que muito rapidamente passaríamos a viver debaixo de galerias, feitas num qualquer material que absorvesse o barulho da chuva e nos deixasse secos para seguirmos com as nossas maravilhosas vidinhas ou, quem sabe, apenas alguns países tivessem a capacidade de construir galerias transparentes ou cúpulas para a população inteira e outros tivessem apenas esse luxo em lugares de maior densidade populacional ou, quem sabe ainda, apenas alguns poucos pudessem viver num (novo?) país protegido das águas, uma espécie de centro nervoso do mundo, de onde alguns poucos poderosos ditariam as regras para as massas, mantendo-se a salvo das consequências quer das águas permanentes quer das suas decisões desajustadas, num cenário radical e futurista, ultrapassando largamente as melhores obras de ficção já divulgadas...

 

eu gosto de tardes e dias de chuva. até porque me sobra tempo precisamente para me ocupar com as inutilidades potenciais de que tanto gosto...

 

 

 

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o plano

17.01.14

não tem que ser infalível, não tem que ser o melhor de todos os planos, pode ser imperfeito e pode até nem resultar como previsto por melhor que se tenha planeado, por mais complexa e elaborada que seja a sua composição mas, é preciso ter um plano. pelo menos um. porque, a partir do momento que se tem um plano, há metas, objectivos a atingir e portanto, movimento. mais uma vez, nada tem que ser perfeito, nem tem que bater certo à risca com o planeado (um bom plano, aliás, contempla falhas e desvios) mas havendo movimento, acaba-se o marasmo e o tédio e o rang-rang da nossa vidinha parada porque o país está parado, a sociedade está parada e por aí fora. é preciso ter um plano. como disse antes, nem tem que ser perfeito, mas tem que existir. sem plano, sem objectivos, sem destino, a nossa vida passa a enrolar-se cada vez mais no marasmo da própria inactividade, puxando por mais inactividade e por menos vontade de fazer. por isso, façam planos! 

 

não, também não tem que ser nada complicado nem abrangente! pode ser um plano a nível profissional, pessoal, de relacionamento, pode ter a ver com filhos, família, amigos! é um plano de cada vez. e pode até ser planear aprender a planear as refeições da semana, planear um fim-de-semana maravilhoso, eu sei lá! o que interessa é seguir todos os passo do plano: definir o objectivo final, objectivos intermédios e como chegar a cada um deles. a execução, neste caso, é mais importante que conseguir ou não o objectivo final exactamente como previsto, sem falhas, perfeitinho... porque é praticando as acções que permitem executar o plano que aprendemos, na maioria das vezes, falhando... :-) e, já dizia o Beckett falhar não é um problema. o problema é não voltar a tentar! Ever tried. Ever failed. No matter. Try Again. Fail again. Fail better. porque é mesmo assim, podemos voltar a falhar, mas não da mesma maneira, ou não no mesmo sítio. e com isso, teremos a prendido a fazer bem e, fazer bem, é ter menos trabalho para melhores resultados. por isso, façam planos. 

 

castelos no ar não são planos. planear uma viagem de sonho à volta do mundo quando se ganhar o euro-milhões não é um plano, é sonhar de olhos abertos e cérebro desligado! um bom plano é aquele em que os objectivos são fixos mas a forma de os atingir flexíveis, um bom plano, é exequível, no sentido em que pode ser cumprido. de nada serve definir objectivos que sabemos à partida serem irreais! por exemplo? por exemplo isto: "durante o mês de Janeiro vou criar o hábito de caminhar meia hora todos os dias". Aqui está o perfeito exemplo de disparate! 

 

primeiro: o mês de Janeiro é, por excelência, um mês em que andamos devagar, todos. fazem-se balanços nas empresas, inventários, fechos de ano e por aí fora e há, regra geral, um acréscimo de tarefas monótonas. depois, é um mês de contenção financeira (ninguém disse  ou está a dizer que caminhar custa dinheiro) e a maioria das pessoas sente-se menos inclinada a mexer-se quando não pode gastar, é como se tivessem deixado de ter a cenoura à frente do nariz...segundo: Janeiro é inverno, no inverno chove. a não ser que tenha um gosto particular por caminhar à chuva e tendo em conta as probabilidades de haver chuva em Janeiro, é muito certo que não consiga caminhar todos os dias. terceiro: criar um hábito não se faz de um dia para o outro nem se faz sem falhas, é preciso repetir e repetir e repetir a coisa, muitas e muitas vezes com esforço, até que se torne um hábito; ainda assim, muitas vezes, o que queremos considerar um hábito não passa durante meses de uma rotina auto-imposta. sendo realista, quem é que consegue obrigar-se durante um mês frio e escuro como o de Janeiro a ir caminhar todos os dias de madrugada durante meia hora ou perder-se na escuridão e cansaço do final do dia durante meia hora para manter um objectivo? ninguém. ok, sendo justa, muito poucos! 

 

mas, se o objectivo for "durante o mês de Janeiro pretendo criar o hábito de caminhar, fazendo-o pelo menos três dias por semana durante meia hora", talvez este objectivo já seja exequível para muitos e não apenas alguns. ainda estamos a falar do mesmo objectivo? sim, ainda queremos criar o hábito de caminhar. mas estamos a ser flexíveis na forma e no tempo necessários para o atingir, tal como estamos a ter em conta factores externos que não dependem de nós e a prever eventuais falhas. é mais provável que não chova durante três dias numa semana do que ter uma semana inteira sem chuva em Janeiro. é mais fácil nos motivarmos três vezes do que sete numa semana para caminhar, sobretudo se é um hábito que não temos de todo, e por aí fora...portanto, façam planos! mas façam planos felizes e não se esqueçam que do plano, também fazem parte a celebração dos pequenos sucessos e as falhas...os atrasos e, pasmem-se, até as mudanças de planos! 

 

 

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cold and rainy

03.01.14

just my kind of day! podem sorrir à vontade. eu adoro dias destes! são perfeitos para tudo (excepto viagens longas, aí tornam-se cansativos). são perfeitos para ir trabalhar: se chove não ficamos a pensar naquele passeio à beira-mar, ou na esplanada, ou nos banhos-de-sol. são perfeitos para ficar em casa a arrumar a vida e as recordações: quem é que tem vontade de se alindar para andar à chuva?! e eu nem sou assim muito vaidosa...estou-me regra geral nas tintas para saber se o cabelo está melhor ou pior, se a chuva me vai molhar a cara e afins...o que eu não gosto muito é de me sentir desconfortável e, sair em noites de chuva, é desconfortável. estes, como dizia, são dias perfeitos. para vestir aquela roupa com que nos sentimos super-hiper-mega aconchegadas mas que não tem o decote ideal ou não revela o peito ou não esconde sei-lá-o-quê! vai andar tudo de gabardine quem é que vai ver o que temos por baixo?!  

 

estes são também dias perfetitos para: ouvir músicas românticas que nos aquecem o coração. beber um café viennois em vez do café normal só porque está frio e desagradável, limpar malas e carteiras, preguiçar à lareira, escrever cartas de verdade, que se colocam no correio com selo e tudo, ver maratonas de séries ou filmes ou ficar à janela a ver a chuva desenhar nos vidros uma estória qualquer. mas estes são sobretudo dias perfeitos para sair à rua sem sombrinha, apanhar uma molha dos diabos, ficar encharcada até aos ossos e depois, tomar um banho quentinho, fazer um chá forte e aromático e ficar ali, enroscada em penas, a sonhar acordada...

 

cold and rainy always are perfect days! 

 

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sobre estados de alma e outras insignificâncias... :)

"If you are lucky enough to find a way of life that you love you have to find the courage to live it."
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