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sobre estados de alma e outras insignificâncias... :)

28
Ago13

amigos

por Lazy Cat

sim, é verdade. 

gosto muito dos meus amigos. muito mesmo. e sim, também é verdade que há posts que só são visiveis para os meus amigos. porquê? porque, se bem que nos expomos diariamente, na rua, em locais públicos, a nível profissional, etc, se bem que exponha aqui parte da minha vida, a verdade é que é parte e só isso. aquilo que todos conseguem ver, é quase como aquelas conversas que acontecem por vezes num banco de jardim, na esplanada, numa fila qualquer de espera, sei lá. sabe bem de repente falar de um assunto, muitas vezes rebatido até à exaustão com as nossas pessoas e para o qual não se encontra solução, e obter uma resposta fresca, uma visão distante e por vezes muito mais abrangente o que nos obriga, ou faz, ou ajuda a rever a nossa posição. 

 

sim, também é verdade que se não fomentar o comentário, e não o faço, não ando de blog em blog a comentar na esperança/desejo de receber comentários de volta, terei menos retorno. porque este LazyDays é uma espécie de diário de bordo da grande aventura da minha vida e é escrito por e para mim. porque é que então, o tornei público? porque se os meus devaneios, loucuras, desejos, anseios, aprendizagens, lágrimas, alegrias e sorrisos fizerem eco em alguém ou se alguém encontrar aqui, por uma vez que seja, algo que lhe desperte um sorriso, ou uma lágrima, terei tocado uma alma com a minha vida e isso, meus amigos, meus leitores, não tem preço. 

 

porque amigos, amigos verdadeiros, são uma coisa rara, reservo-lhes a tempo inteiro o melhor de mim. porque conviver é uma coisa complicada, procuro praticar, todos os dias, o Amor. Amor para ouvir, Amor para falar, Amor, amizade,  carinho e ternura, para fazer da vida uma muito maior, mais gratificante e deliciosa grande aventura. 

 

 

 

 

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18
Jun13

Omenatge

por Lazy Cat

 

 

Há momentos em que é preciso fazer apenas isto: observar, respirar fundo e agradecer a simplicidade com que a vida nos troca as voltas, colocando no nosso caminho coisas e pessoas que farão com que a nossa vida mude para sempre no sopro de um segundo.

 

 

Já fora de horas fui “raptada” para um lanche. Entrei pela primeira vez numa casa na qual fui recebida como família, sem cerimónias e no entanto, com muito respeito. O dono da casa deixou as formigas andarem às voltas, põe mesa, tira mesa, fazendo um comentário ocasional,  quase sempre em tom de brincadeira. E sentou-se à mesa connosco. Quando acalmou o rebuliço usual, do passa-me o leite, a manteiga, por favor, bebes café a esta hora? e afins, simplesmente, abriu um livro e leu, pausadamente um poema curto e belo que falava, claro, de amor.

 

Depois disso, queixou-se que quem tinha levado o pão se tinha atrasado muito! Tanto que o pão já estava frio! No meio da gargalhada geral (começámos a lanchar depois da meia-noite) não pude deixar de pensar o seguinte “ haverá forma maior de honrar um filho poeta, haverá melhor maneira de dizer o imenso orgulho que se tem nele, haverá maneira mais simples e grandiosa de dizer amor e partilhar esse sentimento do que esta?”

 

E soube que, da mesma maneira que a beleza do gesto me marcou para sempre queria guardar, fora de mim, o registo desta família, unida, feliz, amorosa para tudo e todos que me acolheu, assim, inesperadamente e partilhou comigo a mesa e, sobretudo, a sabedoria do amor imenso que faz crescer crianças e adultos, em sabedoria e felicidade.

 

 

 

 

 

homenagem 
(provençal homenatge

s. f.

1. [História]  Juramento de fidelidade que prestava ao soberano o vassalo que recebia feudo.

2. Demonstração de veneração e respeito. = PREITO

(in Priberam)

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