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sobre estados de alma e outras insignificâncias... :)


tenho andado um bocado baralhada com isto das pedras. o que interessa é que estou a falar de prioridades e parece que ao fim de uns anos em que andei com a cabeça, ou coração vá-se-lá saber, às voltas, finalmente, aterrei. demorou bastante e não foi sem esforço. mas tenho os dois pés no chão, que é onde devem estar para a cabeça andar livre por onde lhe possa apetecer. Comecei este blog como um registo mais ou menos diário de como pretendia/se pode simplificar uma vida. a casa, as roupas, etc e mais um par de botas ou um milhão de coisas. não tenho casa para simplificar, em termos de roupas minhas e do filhote sei que posso ainda fazer bastante, mas a prioridade é arranjar emprego. casa. recomeçar. lembrar-me que a minha pedra basilar são os pés em que me apoio e a minha cabeça, em que posso confiar, porque no coração é melhor não...ainda. Mas também há-de chegar o dia. Porque como eu dizia logo ao princípio deste blog destralhar a vida não é apenas livrar-me de coisas materiais. É, e é sobretudo, livrar-me de gente, sentimentos e convicções. Algumas pessoas, em pequenas doses, podem ficar. Outras não, de todo. Foi preciso cortar de vez. os sentimentos não se varrem para debaixo do tapete e se escondem para esquecer mas, podem ser comparados com outros sentimentos (por exemplo) e então, vão perdendo peso. convicções....esta parte é complicada. há coisas que estão tão profundamente enraizadas que por vezes parecem ser parte de nós. e não são. mas descobrir que não são e que, por exemplo, quando se diz que se gosta tanto de alguém não passa de uma verdade (bonita) que construimos para camuflar factos, custa. custa tempo e não só. muitas vezes os factos são menos bonitos do que queremos e então, convencemo-nos de coisas bonitas...ou seja, fingimos que coube tudo no balde. mas não. apenas escondemos o que não cabia e, muito pior, deixámos que ficassem de fora coisas demasiado importantes. as pedras, as grandes, as pequenas e as outras, cada um lhes chama o que quer. 

 

 

  

and then, maybe after all that, someone to 

rock my world 

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No luxury and no comfort, no delight and no pleasure, no new liberty and no new discovery, no praise and no flattery, which we may enjoy on our journey, will mean anything to us if we have forgotten the purpose of our travels, and the end of our labours (Isaiah Berlin)





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