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sobre estados de alma e outras insignificâncias... :)


hoje tenho frio! tenho frio como há muito não tinha. um frio que me gela as mãos e me faz ter vontade de voltar logo para casa. mas gosto destes dias. entre o sol e a chuva, serenos, práticos. servem para nos lembrarmos que há mais na vida do que os dias descomplicados do verão. servem para nos recolhermos, em todos os sentidos da palavra, descansar, levar a vida mais devagar e mais para dentro. eu sou, como já devem ter reparado, uma digna filha do outono. das cores que prefiro usar ao prazer com que vivo o recolhimento da minha casa, no meu sítio, no meu espaço. não deixo de certa maneira de ser, ainda à imagem do outono, de vez em quando uma explosão. não será de cores, mas... :-)

 

gosto, gosto muito destes dias e destes meses. das mantinhas quentes e lindas, das chávenas sempre cheias de chá. das mil e uma receitas de bolos saborosos para o lanche, das compotas, dos pratos de cores vivas e sabores fortes desta estação. gosto da cozinha, de cozinhar, de alquimia, quer se trate de comer, de beber, de... gosto das tardes divertidas, dos sorrisos da minha cirança, dos dois animais travessos lá de casa, que são afinal, à imagem dos humanos que por lá vivem também, seres calmos e felizes. gosto de ter chegado a este outono com a consciência plena que, se abri mão do que quer que seja, foi em prol disto, desta harmonia, desta felicidade, de estar a construir, ao meu tempo, o nosso lar.  

 

há momentos que não têm preço, por muito que se queira pôr preço a tudo na vida. há sorrisos e silêncios e momentos de perfeita cúmplicidade que valem só por si todo o resto desta (já?) longa caminhada, todas as curvas, as ruas sem saída, todas as encruzilhadas. há AMOR. sem o qual tudo é apenas nada. 

 

   

 

 

 

 

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No luxury and no comfort, no delight and no pleasure, no new liberty and no new discovery, no praise and no flattery, which we may enjoy on our journey, will mean anything to us if we have forgotten the purpose of our travels, and the end of our labours (Isaiah Berlin)





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