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the longest road

19.08.13

the longest and the hardest one. it will only and always be the way to actually learn. as in make it a part of you, not only know about it. 

 

sim, é isto. isto e aprender com os outros. há uns anos atrás, creio que já comentei isto neste blog, fiquei muito zangada com um amigo que me disse que sozinha aprendia mal. ele tinha razão. mas eu também. ele tinha razão porque, como me explicou mais tarde, somos seres interdependentes e querer fazer tudo sozinhos só aumenta a dificuldade do caminho. e...eu também tinha razão, porque, por mais voltas que se dê à vida, as nossas mágoas, alegrias e tristezas, por mais que partilhadas, explicadas e vividas ao lado de alguém, são única e exclusivamente nossas. ninguém as sente como nós, ninguém as racionaliza como nós. porque nós somos únicos. uma amálgama de tudo aquilo que já vivemos, sonhámos, desejámos e até, perdemos! 

 

tenho andando às voltas com uma série de questões, e tinha chegado a uma espécie de conclusão. entre outras coisas descobri que estava errada. (CLARO!!!!! lá haverá maneira de eu algum dia estar certa?!?). persistia numa situação, em querer determinadas coisas daquela maneira e pura e simplesmente não me apercebia de algumas outras. é sim, sim, é isso. como aquilo que dizem dos burros, só sabem fazer um caminho....pois eu também só sei fazer um caminho. digo, sei fazer vários, felizmente, mas emburriquei! só fazia sempre o mesmo caminho. e acreditem ou não, até sou uma mulher com capacidades para chegar ao mesmo local fazendo vários caminhos. pior! quando por exemplo o meu filho mudou de escola, não descansei enquanto não aprendi 4 ou 5 maneiras diferentes de lá chegar. mas, noutras coisas da vida, pareço ter ficado, a certa altura, paralisada. completamente incapaz de ver. cega!

 

bom, este post é uma espécie de mea culpa, é verdade, mas também tenho que dizer o seguinte: não vi porque ainda não tinha chegado o momento de ver. de ter a paz de espirito e o recuo suficientes para ver. embrenhada que estava a ver outras coisas não menos importantes. poderia ser muito mais clara, usar um vocabulário mais rico e específico...pois podia. mas não o faço propositadamente. no entanto, vi muitas coisas, sofri com elas, olhei para elas de mais longe, consegui afastar-me delas e perceber não só que aconteciam, de maneira independente de mim, mas também porque aconteciam. e então, achei que tinha obrigação de resolver isso! (Estão a ver como consigo ser mais clara??!) :-)

 

agora, acho que tenho apenas uma coisa a fazer: o meu caminho até ao fim. sim, isso, o meu. desenganem-se, não o vou fazer sozinha! mas percebi finalmente que mudando (aquela minha atitude, que afinal tenho e não quero confessar, aquele pre-conceito que digo não ter, etc, etc, etc...) chegarei lá. isto não quer dizer que desista de nada! antes pelo contrário, quer dizer que estou a abrir outros caminhos para chegar ao mesmo objectivo. ah! haja gente casmurra! ou então haja sentimentos que vêm tão lá de dentro e são de tal forma profundos que nos é mais fácil mudar a nossa forma de encarar o mundo do que apagá-los! sim, mudar o que pode ser mudado, aceitar o que não pode... parece frase-feita, não é? e é. mas isto é parte, e apenas parte do caminho,do meu caminho. 

 

não fui nada clara e tenho no entanto a certeza que este é um daqueles textos que vos farão pensar profudamente em algumas coisas vossas. será por alguma razão. tal como será por alguma razão que me preparo para dar uma volta tremenda à minha vida profissional! uma volta de tal ordem grande que serei obrigada a escolher entre mim e o mundo! digam lá que eu não gosto de desafios?! que gosto é da vida fácil e tal e de ter tudo arrumadinho sempre, de emprego certinho e tal e de ter uma vidinha tradicionalmente arrumada! eu não! eu coloco logo as coisas ao nível cosmico, qual escolher entre o emprego da direita e o emprego da esquerda! venham desafios dignos desse nome!

 

 

eu sou é maluca, isso é que é! mas sou uma maluca feliz! uma maluca feliz e, devo dizer-vos, quando olho para mim, que gosto muito de quem vejo. tem defeitos? bué!!!!!! tem consciência deles? cada vez mais! e todos os dias faz o que pode para ser melhor, ainda que quase nada, que no anterior. e depois há aqueles dias em que não faço nada disso e querem saber que mais? it also feels damn good! e nesses dias, naqueles em que me deixo levar em vez de guiar o barco, aqueles que são como domingos à tarde...pasmem-se: também gosto muito de mim!  

 

 

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"If you are lucky enough to find a way of life that you love you have to find the courage to live it."
John Irving



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