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sobre estados de alma e outras insignificâncias... :)


05
Nov13

nem calculam o que isto me dói/irrita! 

 

quando vejo miúdos de 20 anos fazer/dizer/viver coisas que eu aos 40 estou (41, perdão) apenas a começar a decifrar, fico triste. triste, irritada, sinto-me impotente! queria mudar o passado e sei que não posso.  que ninguém pode! por mais que faça, vou ter demorado sempre mais vinte anos do que esta gente a descobrir coisas tão simples e desejo muito ser capaz de passar ao meu filho, como suponho que os pais lhes tenham passado a eles, algo mais/melhor do que o que me passaram a mim. não culpo, apenas desejo fazer melhor. 

 

como raios cheguei eu até aos 40 anos sem ter percebido que a cada escolha, independentemente da escolha, fechamos a porta a outras escolhas, que quem ama cuida e cuida sempre, aconteça o que acontecer, que a vida deve ser movida pela paixão todos os dias e não apenas ( e não sobretudo) por aquilo que acham(os) que está certo! que nos fazem crer que é o acertado, o melhor a fazer, que a única pessoa nesta vida a quem devemos querer agradar é a nós-próprios e que, se cá dentro, naquele lugar pequeno e potente (é como o n0vo Skip...) há algo que reage quando somos confrontados com determinadas situações, escolhas, etc, é esse palpite, hunch, feeling ou sexto-sentido, chamem-lhe o que quiserem que devemos dar ouvidos, fechando-nos aos assaltos dos gritos dos outros e do querermos fazer bem, como os outros e do querer ser/ter, como os outros. 

 

eu não sou senão eu-mesma e é apenas comigo que me deito e levanto e a mim, apenas, que devo devoção e respeito. ...quem diria?! eu afinal até sabia bem disto aos vinte anos...antes de, como dizem e muito bem, me disciplinar(em)... espero e desejo que estes a quem me refiro, não se esqueçam...seja qual for o caminho e por mais que o armadilhem. 

 

 

 

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04
Nov13

parece-me um excelente nome para uma recolha de crónicas! ou de notas soltas, precisamente. agrada-me. talvez ainda se faça disso alguma coisa digna de ser lida. quem sabe.  mas o assunto hoje volta a ser destralhanço e organização. consegui recompilar algumas receitas e retomar o meu ficheiro, pelo que tenho uma semana inteira de refeições planeadas. e, note-se, usando aquilo que já há em casa, pela maior parte. o meu fim-de-semana foi produtivo e estou contente comigo mesma neste aspecto. também consegui organizar algumas coisas das formações, o que contribui para este meu ar de contentamento e, fui à praia...esta sim é a verdadeira vitória! 

 

a pedido do meu filhote mais lindo, passámos grande parte do sábado na praia. obviamente a primeira resposta que me veio à cabeça foi: "não pode ser, a mamã tem muito que fazer". mas, de vez em quando tenho esta capacidade (gostava de a ter mais vezes) de sentir e ir pelo sentimento em vez de ir pelo pensamento. a praia estava cheia de restos mortais de medusas...e de cães. mas o flokito é um cachorro bem comprtado e além dos banhos (que o apanharam de surpresa) e das corridas para a toalha para se esconder das ondas, esteve sempre perto de nós e, creio que se pode dizer sem dúvidas, tão feliz quanto nós dois por estar solto numa imensidão de água, areia e sol! 

 

não li, não ouvi música, não levei trabalho para fazer só usei o telemóvel para tirar fotografias às pestes e ao mar, ao meu mar da infância...contei estórias da minha infância ao T., de como passava o Verão entre o Guincho a Ericeira e a Costa, os castelos cobertos de alforrecas (se eram perigosas ou não, ou não sabíamos ou não queríamos saber), o sol que desaparecia lá ao fundo e eu, despenteada e feliz, que ia arrastada para fora da praia porque, se pudesse, vivia sempre lá. adormecia e acordava a ver e ouvir o mar... foi um sábado no mínimo cinco estrelas! 

 

consegui durante muito tempo, sem esforço, manter-me no presente, no momento, e, soube-me e sabe-me bem. estou onde quero estar e, se considero que faltam coisas muito importantes, a verdade é que sei, sinto, palpita em mim a cada bater de coração, a certeza de que estou no caminho certo. por uma vez, com a maior das calmas, sem urgências, sem "ter ques". a vida acontece e eu faço parte dela, e é muito mais fácil quando nos deixamos levar. 

 

terminadas as considerações meli-mélo acerca da minha vidinha feliz, preciso ainda de destralhar uma coisa e urgentemente: a minha mala! carrego o mundo e mais três realidades lá dentro e, como faço cada vez maiores percursos a pé, é absolutamente vital que o peso que trago comigo diminua. Já tratei do peso virtual e de cortar amarras que me mantinham presa ao passado agora, a mala! se soubessem tudo o que lá tenho dentro que nunca uso!!! (e/ou que quando faz falta ficou na outra mala....)

 

boa semana, pessoas. 

 

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é isto que diz o feng-shui. e, sem sequer saber disso ainda, é o que pretendo fazer a (quase) todo o tipo de bijuteria que anda lá por casa! há já algum tempo que voltei a usar apenas umas duas ou três peças, de prata. se bem que tenha algumas de ouro, eu gosto mesmo é de prata e de alguns trabalhos em ouro branco. nem todos. mas voltando à tralha: durante muitos e muitos anos tive poucas coisas mas de que gostava mesmo mesmo, tipo para sempre! e sim, só estou a falar de acessórios como brincos, pulseiras e aneis. tenho pouco colares, não gosto de usar coisas penduradas ao pescoço nem golas altas nem nada! 

 

mas tinha e tenho, algumas peças, a maioria de autor/únicas de que sei que vou gostar para sempre. não, não custaram cinco ou dez euros na loja da esquina, não são iguais às que toda a gente usa, mais fio menos fio, mais cor menos cor e certamente não são descartáveis nem confundíveis. deixei-me levar por alguém, durante algum tempo e tentei mudar isso. ter mais coisas, mais na moda, mais baratas, eu sei lá! é verdade que há muitas coisas giras no meio da "tralha", como é verdade que todos os colares me foram oferecidos, não comprei nem um! e vou dar tudo! tudo tudo aquilo que não me apetece usar vai sair lá de casa rapidamente porque sim! 

 

algumas coisas, apesar de terem sido super mega baratas, são coisas que amo e vão ficar. mas a maioria vai desaparecer das minhas famosas caixinhas. e a seguir irão algumas das caixinhas também! a outra novidade, esta sim realmente estranha é que quero usar um fio. não sei ainda bem de que tipo/material/feitio mas será para andar sempre comigo. provavelmente será um fio de prata. quando o encontrar, sim, porque estas coisas são assim, as minhas coisas e eu encontramo-nos, eu mostro-vos. entretanto, bom fim-de-semana que eu vou destralhar a caixinha das "joias". 

 

 

PS: quanto ao ZTD e à micro-agenda que já tinha comprado...a agenda irá servir de lembrancinha para alguém no Natal que voltei aos meus Moleskine note books e week-planner! 

 

remember...it's so short and precious....grab it! 

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01
Nov13

take risks

por Lazy Cat

 

 

 

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No luxury and no comfort, no delight and no pleasure, no new liberty and no new discovery, no praise and no flattery, which we may enjoy on our journey, will mean anything to us if we have forgotten the purpose of our travels, and the end of our labours (Isaiah Berlin)





"If you are lucky enough to find a way of life that you love you have to find the courage to live it."
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