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sobre estados de alma e outras insignificâncias... :)


20
Ago13

as coisas que eu digo

por Lazy Cat

as coisas que eu escrevo, as coisas que eu grito. todas são apenas isso:

as coisas que saem de mim. 

 

se não são o reflexo exacto daquilo que sinto, é porque o teu espelho, que filtra o que digo, transformando-o no que tu ouves, não reflecte as mesmas estórias, momentos e sentimentos que o meu. e sinceramente, não posso dizer que isso seja quer bom quer mau. é, apenas, assim. 

 

se isso faz com que não nos entendamos, nos desentendamos e nos afastemos, é porque o que nos prende não é tão forte que resista ao facto de sermos pessoas diferentes. ponto. parágrafo. 

 

e a história continua na linha seguinte. e tem outro reflexo noutro espelho...

 

 

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19
Ago13

sharing

por Lazy Cat

is a way to live and grow. be there, in so many different ways. smile. listen. learn. most of all always but always {#emotions_dlg.heart}

 

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19
Ago13

the longest road

por Lazy Cat

the longest and the hardest one. it will only and always be the way to actually learn. as in make it a part of you, not only know about it. 

 

sim, é isto. isto e aprender com os outros. há uns anos atrás, creio que já comentei isto neste blog, fiquei muito zangada com um amigo que me disse que sozinha aprendia mal. ele tinha razão. mas eu também. ele tinha razão porque, como me explicou mais tarde, somos seres interdependentes e querer fazer tudo sozinhos só aumenta a dificuldade do caminho. e...eu também tinha razão, porque, por mais voltas que se dê à vida, as nossas mágoas, alegrias e tristezas, por mais que partilhadas, explicadas e vividas ao lado de alguém, são única e exclusivamente nossas. ninguém as sente como nós, ninguém as racionaliza como nós. porque nós somos únicos. uma amálgama de tudo aquilo que já vivemos, sonhámos, desejámos e até, perdemos! 

 

tenho andando às voltas com uma série de questões, e tinha chegado a uma espécie de conclusão. entre outras coisas descobri que estava errada. (CLARO!!!!! lá haverá maneira de eu algum dia estar certa?!?). persistia numa situação, em querer determinadas coisas daquela maneira e pura e simplesmente não me apercebia de algumas outras. é sim, sim, é isso. como aquilo que dizem dos burros, só sabem fazer um caminho....pois eu também só sei fazer um caminho. digo, sei fazer vários, felizmente, mas emburriquei! só fazia sempre o mesmo caminho. e acreditem ou não, até sou uma mulher com capacidades para chegar ao mesmo local fazendo vários caminhos. pior! quando por exemplo o meu filho mudou de escola, não descansei enquanto não aprendi 4 ou 5 maneiras diferentes de lá chegar. mas, noutras coisas da vida, pareço ter ficado, a certa altura, paralisada. completamente incapaz de ver. cega!

 

bom, este post é uma espécie de mea culpa, é verdade, mas também tenho que dizer o seguinte: não vi porque ainda não tinha chegado o momento de ver. de ter a paz de espirito e o recuo suficientes para ver. embrenhada que estava a ver outras coisas não menos importantes. poderia ser muito mais clara, usar um vocabulário mais rico e específico...pois podia. mas não o faço propositadamente. no entanto, vi muitas coisas, sofri com elas, olhei para elas de mais longe, consegui afastar-me delas e perceber não só que aconteciam, de maneira independente de mim, mas também porque aconteciam. e então, achei que tinha obrigação de resolver isso! (Estão a ver como consigo ser mais clara??!) :-)

 

agora, acho que tenho apenas uma coisa a fazer: o meu caminho até ao fim. sim, isso, o meu. desenganem-se, não o vou fazer sozinha! mas percebi finalmente que mudando (aquela minha atitude, que afinal tenho e não quero confessar, aquele pre-conceito que digo não ter, etc, etc, etc...) chegarei lá. isto não quer dizer que desista de nada! antes pelo contrário, quer dizer que estou a abrir outros caminhos para chegar ao mesmo objectivo. ah! haja gente casmurra! ou então haja sentimentos que vêm tão lá de dentro e são de tal forma profundos que nos é mais fácil mudar a nossa forma de encarar o mundo do que apagá-los! sim, mudar o que pode ser mudado, aceitar o que não pode... parece frase-feita, não é? e é. mas isto é parte, e apenas parte do caminho,do meu caminho. 

 

não fui nada clara e tenho no entanto a certeza que este é um daqueles textos que vos farão pensar profudamente em algumas coisas vossas. será por alguma razão. tal como será por alguma razão que me preparo para dar uma volta tremenda à minha vida profissional! uma volta de tal ordem grande que serei obrigada a escolher entre mim e o mundo! digam lá que eu não gosto de desafios?! que gosto é da vida fácil e tal e de ter tudo arrumadinho sempre, de emprego certinho e tal e de ter uma vidinha tradicionalmente arrumada! eu não! eu coloco logo as coisas ao nível cosmico, qual escolher entre o emprego da direita e o emprego da esquerda! venham desafios dignos desse nome!

 

 

eu sou é maluca, isso é que é! mas sou uma maluca feliz! uma maluca feliz e, devo dizer-vos, quando olho para mim, que gosto muito de quem vejo. tem defeitos? bué!!!!!! tem consciência deles? cada vez mais! e todos os dias faz o que pode para ser melhor, ainda que quase nada, que no anterior. e depois há aqueles dias em que não faço nada disso e querem saber que mais? it also feels damn good! e nesses dias, naqueles em que me deixo levar em vez de guiar o barco, aqueles que são como domingos à tarde...pasmem-se: também gosto muito de mim!  

 

 

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18
Ago13

souls

por Lazy Cat

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17
Ago13

spirit

por Lazy Cat

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16
Ago13

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16
Ago13

...

por Lazy Cat

hoje ia escrever sobre outra coisa, aliás, outras coisas. mas encontrei, no livro que estou a ler um postal no qual escrevi, não sei há quanto tempo, o seguinte:

 

lembre-se: quer seja louvor, amor, dinheiro, tempo, espaço, poder, castigo, tristeza, riso, cuidados, sorrisos, paciência, dor ou prazer, quanto mais der, mais vai receber.

 

 

e é isto que quero hoje partilhar convosco.  

 

 

 

 

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14
Ago13

assertividade

por Lazy Cat

 

 

1. vem de “ASSERO” que significa afirmar. Atenção! Afirmar não é acertar! Portanto, não se trata de acertar, mas de saber se firmar e afirmar. “ O meu espaço vital é o espaço mínimo necessário para que eu me sinta feliz”. A Assertividade é a arte de defender o meu espaço vital sem recuar e sem agredir. Ser assertivo é ser pacífico sem ser passivo. Colocar o que pensa respeitando a opinião do outro.

 

2. Capacidade de dizer o que pensa, no momento certo, sem ofender, magoar ou agredir quem o ouve. Capacidade de intervir adequadamente numa situação que pode levar a conflito, evitando-o. 


(definições livres do dicionário informal)


e todos nós fazemos isto, todos os dias. ou a maioria de nós. sim, nem todos temos a calma e o conhecimento necessários para isto. para gerir a vida, todas as partes da vida, um degrau acima. ou um degrau ao lado, pouco importa, importa sim que quero dizer de um patamar diferente, de um lugar onde se olha para as coisas, se sentem e vêm as coisas e se age em vez de se reagir. 


reagir, nem sempre será a melhor das coisas a fazer, sobretudo porque, regra geral, reagimos mal. fruto da vida, do passado, das experiências, a nossa reação será sempre fundada naquela experiência (pode ser única) que correu mal e não nas (muitas vezes repetidas) que correram bem. porquê? não sei. talvez seja um reflexo de auto-defesa. em caso de dúvida, atacamos logo e começamos a resolver o assunto. ou então...complicamo-lo!  tratando-se de alguém que nos é próximo a reacção será certametne exagerada, desproporcional e terá resultados diametralmente opostos aos que pretendiamos, se é que pretendíamos o que quer que seja (quem reage não pensa). e passamos a ter duas situações distintas, que se vão enrolar uma na outra e intricar-se de tal maneira que acabarão por se tornar um novelo de diz-que-disse e mal-entendidos que só um santo terá paciência para desenrolar.... (pois, pois!) 


a questão incial, fosse qual fosse, fica camuflada sob a segunda (a reacção despropositada -ou não) e, o novelo começa a crescer. alimenta-se das dúvidas, que já não se vão esclarecer, dizendo que é para não complicar mais, das incertezas, de todas as inseguranças que, de repente, se alinham à nossa frente e formam a linha avançada do inimigo....inimigo??? oh sim! inimigo!!!! a partir do momento em que nos sentimos tremer o outro passa a ser o inimigo. importa lá saber se trememos porque as nossas fundações não eram sólidas ou porque ele lhes bateu com demasiada força?! a única coisa que importa é que ali, à nossa frente, está o nosso maior inimigo neste momento! e é para a-ba-ter! isto é válido seja ele/ela o nosso patrão, superior, director, colega, mãe, filha, prima ou companheiro/companheira. sobretudo se for o nosso companheiro(a). 


onde raios entra a assertividade nesta converseta toda, miúda?


aqui. há um ponto, chamado de não-retorno, de que todos temos noção. temos, ou deveríamos ter. eu, por exemplo, tenho a noção clara de que passo facilmente deste ponto. nem sempre, e sobretudo não com o objectivo de magoar ou atacar, mas, presa às minhas próprias falhas, lanço-me numa torrente de palavras, dizendo o que quero e o que não quero. porquê? porque muitas vezes estou a reagir às palavras, à luz das minhas experiências passadas, sem ter noção de que as circunstâncias mudaram e logo a minha maneira de (re)agir também deverá mudar. como diz alguém que conheço, o problema não é o erro, é a falta de consciência do erro. então, eu tenho tendência para cometer o erro de ser precipitada nas respostas que dou a assuntos que me são trazidos de maneira inesperada e, com isso, perco a capacidade de ver as várias prespectivas da situação e de agir(assertividade) em vez de reagir(agressividade). 


tendo esta noção, já consigo dizer (sim, aprendi estalando os dedos!): "neste momento não estou preparada para esta conversa. podemos por favor falar deste assunto tal dia, a tal hora?" se a outra pessoa concordar, tudo bem. faço o melhor que sei e posso durante esse tempo para ver a questão de todos os lados, prismas, angulos, o que lhe queiram chamar. tenho também consciência de que durante esse lapso de tempo, algumas questões relacionadas com o assunto se esvaem, não eram afinal tão importantes assim, enquanto outras crescem e se posicionam de maneira diferente. aliado a isto, conisgo perceber que também a outra pessoa, fruto das suas próprias experiências e do conhecimento das minhas reações(no passado) me traz o assunto da maneira que lhe pode parecer a melhor para não me atacar e eu sinto-me, ainda asim, de certa maneira agredida. também consigo, neste tempo de pausa, ver a posição do outro, de várias maneiras. da minha e de outras perspectivas e consigo perceber que também o outro precisa de tempo para pensar melhor nas questões que lhe ponho e que são também estas, novidade para ele. 


voltando à assertividade, sim, porque era esse o tema, deveria fazer parte daquilo que se ensina na escola desde o primeiro dia e até ao último! para se tornar um reflexo, algo automático, e cada vez mais integrado em nós. não é uma coisa fácil se se trata de relacionamentos, é complicadíssimo de fazer e é exactamente no relacionamento e do relacionamento que nasce a necessidade de se ser assertivos. ora bolas!!!! 

nas relações de afecto, sobretudo, sejam elas quais forem, ser-se assertivo é ver a situação, como escrevia num post lá atrás, da perspectiva do amor que se tem ao outro. é a única posição, seja qual for a situação, que garante a calma, serenidade e distânciamento necesários para se agir em vez de reagir. e a úníca que conheço da qual nascem soluções/resultados que trazem acima de tudo, paz a todos os envolvidos. 


não sabem como é que isso se faz?! fácil, vão aprender ora essa! ou as pessoas de quem gostam não valem o esforço?? e gostam delas? sim??????? ok....quem sou eu para julgar o que quer que seja....  have a very nice life folks. and a great day today! 




e riam-se! sim, porque se há coisa que eu poderia dizer a mim-mesma no fim desta tirada toda sobre a assertividade essa coisa seria exactamente algo como isto!!!!!! (não resisiti, tinha que colocar esta imagem aqui!) 



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14
Ago13

sim, sim, destralhanço! é uma palavra assim meia feia mas na verdade é uma espécie de "limpeza & balanço". podem rir-se à vontade. é exactamente disso que se trata. disso e dos paralelos entre as actividades de limpeza físicas ( a casa, o carro, o escritório, a secretária, o raio da varanda que está sempre imunda!) e a limpeza interior. nem vou dizer limpeza da alma, apenas limpeza interior. de como a primeira e a segunda se reflectem uma na outra e vice-versa(sim, é um nunca mais acabar!!!!) 

 

meus caros amigos purista da linguistica, este blog não fará de todo o vosso deleite, mas divirto-me com as palavras e com as ideias que por vezes surgem, do nada, de palavras sem significado que podem ter muitos sentidos (pronto, ok, vou tomar os remédios). que remédio! 

 

dizia eu que a limpeza interior se reflecte na exterior e vice-versa, n'est-ce-pas? não acham? então reparem: quando nos separamos de alguém uma das primeiras coisas que fazemos não é limpar a casa de todo e qualquer vestígio dele? até do raio-do-perfume-que-se-nos-entranhou-na-roupa-que-tínhamos-vestida-ontem-quando-ele-nos-abraçou-tão-ternamente????? é, não é? é! e não acham que isso seja limpar a vossa alma também? ai, digo, não acham que isso é também limpar-vos por dentro?! é, não é? 

 

então, para que não nos voltemos a esquecer, aqui ficam as sugestões da Rita para o destralhanço. leiam e reflitam. Não acham mesmo que tudo isto se pode aplicar em mais do que um plano? eu acho.... :-)

 

 

- preocupa-te primeiro contigo, com as tuas coisas, com a tua tralha
- sê o exemplo a seguir, mostrando como a tua vida melhorou com o minimalismo
- estabelece limites; lá por teres desocupado uma gaveta da tua mesa de cabeceira, não quer dizer que o teu mais que tudo pode ocupar esse espaço com a sua tralha!
- respeita o espaço dos outros; não destralhes as coisas dele sem o seu consentimento (a não ser que sejam coisas que ele já nem se lembra que tem...)
- peda ajuda quando andares a destralhar as tuas coisas; pode ser que ele se entusiasme com as arrumações!
- fala com ele sobre estes conceitos do minimalismo, vida simples, abrandar - e mostra-lhe exemplos de pessoas reais que se tornaram muito mais felizes depois de terem abraçado este estilo de vida!

 

 

e pronto...bora lá destralhar

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13
Ago13

"entre aspas"

por Lazy Cat

e sem aspas, com todas as letras e a todas as cores e de todos os tamanhos. tamanhos meus, tamanhos teus, os que temos os que imagino, os que não sei ver. um passo, passinho de cada vez, agora tu, agora eu, numa dança, secreta e compassada, como vês. agora nós. agora aqui, agora já não. agora ali. ou talvez acolá. ou esta. aquela? será? tens a certeza? a outra? both? lol! e dançar, dançar dançar até cair e rir! agora já não dá. mas agora vamos lá outra vez. a onda é enorme, corre, corre foge!!!!! just take life the way it comes and never ever forget: a wild horse is a wild horse, and nothing will ever change that.  and a wild cat will only and always be a cat. wild, beautiful and gone just like that. 

 

ele há conversas sem nexo que fazem muito sentido. e conversas muito sentidas que não têm nexo nenhum. e palavras ditas assim, à toa e à solta, escritas num suspiro, que nos deixam mais tarde sem ar e sem chão. e sem pé. e sem nada. e outras vezes são apenas e tão só, TUDO. é mais ou menos como esta música. de que já nem me lembrava, não fosse a conversa de ontem à tarde com os pés na água, as tuas mãos a passear-me pelas costas e a miúda da camisa amarela intrigada a ver-nos rir à gargalhada! é tão bom por vezes apenas parar para ver a vida acontecer. sabendo que aconteça o que acontecer, somos inteiramente parte dela, somos parte de um todo perfeito e maravilhosamente bem escrito. além da criatura da noite, (do demo, ai o horror!!!!!) que nos fartámos de cantar, das sangrias, da santola e do escaldão, todos eles perfeitos.... ;-) quero dizer-te apenas, com todas as letras, sem aspas e com todas as cores que descobri no teu olhar: obrigada

 

e, como não podia deixar de ser, voltar a cantar aos gritos......e a dançar qual criatura endemoniada!!!!! ahahahahahahahahahaha (you promised never ever to tell!)

 

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"If you are lucky enough to find a way of life that you love you have to find the courage to live it."
John Irving