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sobre estados de alma e outras insignificâncias... :)


02
Mai13

falemos de tamanhos

por Lazy Cat

 

do tamanho das pessoas. 

 

as pessoas medem-se aos palmos? as pessoas medem-se à letra? às palavras que conhecem ou às que desconhecem? Não creio. Em relação às palavras, pelo menos, tenho ideia que as pessoas se podem medir não pela quantidade de palavras que conhecem mas sim pela profundidade do conhecimento que têm das que utilizam. Intricado, sim, é verdade. 

 

as pessoas não são matemática. Nada é regular ou regrado. As pessoas medem-se por uma infinidade de pequenos grandes pormenores que fazem com que todas sejam absolutamente perfeitas e simétricas na sua unicidade. nada é recto ou segmentado ou sequer se pode considerar sempre igual a mesma distância entre dois pontos se é de pessoas que falamos. 

 

as pessoas são conjuntos de factores aglomerados num grupo. todas as pessoas são conjuntos de factores aglomerados em grupos dentro de maiores ou menores conjuntos. e todos os factores são conjuntos de coisas menores que se agregam para formar o factor. logo, somos todos conjuntos de partículas. e então? então...

 

as pessoas não são todas iguais. felizmente. não são todas diferentes, e ainda bem. e têm tamanhos diferentes que raio! têm vários tamanhos diferentes, até. A mesma pessoa nem sempre tem o mesmo tamanho! E isto é tão estranho! Eu olho para ti, pessoa, e vejo-te grande, enorme, gigante, uma pessoa inteira e completa. Maculada, magoada, facetada e imperfeita. Mas, uma pessoa grande! E tu? tu olhas para ti e para a forma como te vejo e não é assim que vês o teu tamanho. 

 

as pessoas olham para ti de maneira diferente? sim. as pessoas olham para mim de maneiras diferentes? sim. Interessa-me o tamanho com que me vêm ou de que tamanho me estão a ver? nada. rigorosamente. interessa-me o tamanho com que me vês? oh sim! e esta agora? porquê? porque os teus olhos são diferentes dos olhos dos outros. Aos teus olhos eu quero tanto ser perfeito e ter o tamanho certo! Ter sempre o tamanho certo em cada parte de mim que os teus olhos façam de mim um gigante...

 

as pessoas vêm-te assim? pode ser que sim. pode ser que não. isso interessa-te? sim! mas na verdade e afinal interessa-te acima de tudo a forma como eu olho para ti? o tamanho de que me vejo perante ti? não. O tamanho de que és perante mim. SIM! Que grande confusão de olhares e diferenças de visão! e então, falemos de tamanhos. do tamanho com que te vejo e do tamanho com que te vês perante mim. Sim, porque o meu tamanho não muda, nem sequer se te deitas e estreitas os olhos. o meu tamanho é o tamanho de que me fiz e por mais que mudes de perspectiva eu sou do meu tamanho. tenho o tamanho que quis. 

 

e tu? de que depende o teu tamanho? da forma, do ângulo de que olho para ti? e se olhar muito muito de cima e te vir pequeno? e se por maior que me ache te vir sempre maior ainda? e se eu te vejo sempre grande e tu perante mim te sentes sempre mais pequeno? MAIS PEQUENO? mas mais pequeno porquê? como pode um homem do tamanho do meu mundo ser algum dia, algum vez, por um segundo, pequeno para mim? não pode mas ele não sabe. porque foge à realidade da minha medida, da medida de outras medidas, colocando-se apenas em situações em que estará sempre acima da medida. E assim se torna num falso grande e se prende a uma falsa estrutura, fazendo do seu tamanho de gigante, a sombra de uma miniatura. 

 

ora viva! 

falemos de tamanhos.

 

Eu sou do tamanho do meu mundo e o meu mundo não tem tamanhos nem medidas. e perante ti, falando de tamanhos, sinto-me imperfeita e pequena? não, sinto-me inteira, completa e feliz, à sombra do tamanho de ti. 

 

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