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o sonho

08.06.14

quando um sonho, sonho de vida e não sonho de sono, se torna cada vez mais presente e nítido, qundo a ideia nos surpreende nos mais inesperados lugares, momentos, quando o podemos ver tomar forma à nossa frente, nos surpreendemos a trabalhar para esse fim, ainda que apenas ao nível do projecto, abre-se o caminho da realização e pela berma estende-se, dengosamente, o medo...

 

 

 

You can dream, create, design and build the most

wonderful place in the world, but it requires people 

to make the dream a reality.'

 

Walt Disney

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gentileza e cortesia

30.01.14

em tempos em que todos enchem a boca para falar de valores, de respeito, de educaçao, da importância da imagem, da postura, parece-me bem lembrar estas duas palavritas: gentileza e cortesia. creio que ser ou não gentil nasce em parte connosco. mas também se aprende. como tudo na vida, pelo exemplo. a cortesia,a meu ver, já não virá tanto do coração mas da condição. deveriam estar na base da educação dos nossos seres mas infelizmente, nesta conjuntura estranha em que vivemos são as primeiras a ser atiradas às urtigas. tanto assim é que, quando alguém tem um verdadeiro acto de cortesia ou melhor ainda, de gentileza, não posso deixar de sorrir e, de certa maneira, sentir uma esperança renovada. pode ser um em poucos, mas haverá certamente olhos postos nesse gesto e não há professor como o exemplo...

 

 

Gentileza

1. Qualidade de gentil.

2. Graçaelegânciagalantariadonaireformosura.

3. Acção nobre ou distinta.

4. Amabilidade.

5. [Irónico]  Maroteira.

 

Cortesia

1. Qualidade do que é cortês.

2. Delicadezaurbanidade.

 in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt [consultado em 30-01-2014].
.
.
"La courtoisie est sœur de la charité
Saint François de Sales

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365-2

02.01.14

ou seja, 363 e alguma horas ainda por gastar...

 

o primeiro, passei-o entre família e amigos e a dormir. o segundo, ou boa parte dele, a preparar para e a viajar. gosto destes dias de chuva. de longas viagens sozinha, também. não é que já esteja habituada, é que gosto, mesmo destas idas e vindas. o tempo na estrada tem dimensões muito próprias e os meus pensamentos alongam-se em longas fitas que nem sempre se tocam. 

 

se há algum lugar no mundo onde eu queira viver, é aqui. neste lugar entre o campo e o mar, no meio do verde e do luar, a cidade à distância do desejo e o sol em balouços de embalar...

 

se há alguma coisa que eu queira fazer, é regressar, sem horas nem correrias, porque há sempre com quem estar, não há vazios nem esperas, apenas o calor do sorriso de quem me abre a porta ao chegar...

 

aqui, onde todos os elementos se encontram e se misturam, num viver de saborear e onde acordo sempre a tempo de ver o sol nascer no sorriso do  teu olhar...

 

e tenho 363 dias e algumas horas ainda para começar (ou continuar) a construir este caminho....obrigada vida! 

 

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decisões, resoluções e tropeções

30.12.13

para evitar os últimos, os tropeções, há já vários anos que deixei de tomar decisões de ano novo, vulgo resoluções, desejos, ou declarações de intenções...ainda assim, tenho por hábito fazer um balanço, o mais exaustivo e independente possível (assim como se estivesse a ver outra vida qualquer e não a minha, sentada tranquilamente numa sala de cinema) e, regra geral, encontro coisas boas para celebrar. 

 

este ano, à semelhança de 2012, foi um ano duro. um ano de decisões tomadas à força, um ano de separações ( e felizmente reencontros), um ano de aprendizagem a muitos níveis. foi o ano em que percebi que se quero algumas coisas na vida, é preciso não só desejar e lutar por elas. é preciso abrir espaço para que elas entrem e tenham onde ficar. foi em 2013 que aprendi que, por mais que se goste, e por isso mesmo se tente ajudar, às vezes a melhor ajuda é não fazer nada (eu já sabia isto, em teoria, agora já sei como se faz na prática) e que dói muito fazer força para manter os braços cruzadas enquanto vemos gente de quem gostamos degladiar-se com a vida.

 

aprendi que é preciso deixar ir tudo o que não interessa. amigos, família, tradições, hábitos, manias, objectos. não há espaço para tudo, é preciso optar e, por mais que as pessoas, as coisas e as memórias façam parte de nós, às vezes é preciso passar por uma ecdise, exactamente como a cobra, e ficar tão apertada dentro da própria pele que por si-mesma ela se rompa para possibilitar o crescimento.

 

crescer é também perceber que há gente que mantemos na nossa vida não porque nos faz bem, mas porque lá está, e deixar de ter essas pessoas no nosso espaço. e varrer sem hesitar o pó que deixaram a assinalar a presença, lavar o chão e sentir o prazer de um espaço livre, limpo. onde antes havia um peso inútil há agora milhares de possibilidades. até a de deixar o espaço vazio deixando circular o ar livremente. 

 

talvez seja para isto que servem o outono e o inverno. para nos concentrarmos no dentro. dentro de casa. dentro de nós e,  assim como os dias são mais curtos e frios, sermos curtos e frios nas escolhas do que se deve ir antes do ano findar. porque de nada vale querer mundos e fundos para qualquer ano novo se a casa (física e não só) estiver atulhada de coisas velhas, com, no meu caso, mais de quarenta nos. não há espaço para tanto, por mais arrumados que sejamos, todo o espaço é finito. 

 

aprendi a amar. aprendi a perdoar e, aprendi a aceitar. a lamentar sem ter que obrigatoriamente interferir. a chorar só para mim, porque na verdade, não acredito que alguém perceba inteiramente a dor do outro. logo, apenas nos podem dar uma coisa: um ombro onde chorar. ainda assim, vamos estar a chorar sozinhos. ah! aprendi que não faz mal chorar. e que se pode maldizer a vida. não se pode é ficar por aí...é preciso também agradecer à vida. as benções e as lições. e tratar de pôr mãos-à-obra! 

 

descobri que a minha importância, no meio de tudo isto é relativa. mas que a partir do momento em que passei a ser importante para mim, a minha importância para os outros cresceu. ok, sim, podem dizer à vontade: eu já sabia isto tudo! claro! claro que sabia! já tinha lido, era até capaz de já ter aconselhado alguém a cuidar-se mais, valorizar-se mais, querer-se mais....mas daí a por a coisa em prática...vai uma vida! anos de uma vida! e não é de um dia par ao outro que se deixa de estar focado em ajudar o outro e se percebe que primeiro, estou eu. que se quero ajudar alguém, tenho que estar viva e inteira e que, se para ajudar alguém a minha integridade for posta em causa, não estou a ajudar a pessoa certa... 

 

aprendi também que empurrar com a barriga não é remédio. da situação mais corriqueira à mais delicada. da vizinha chatinha que molha as escadas todos os dias de manhã cedo (raios, a partam! afinal as empregadas do condomínio lavam as escadas, se não ficam bem, mais vale falar com elas do que ter esta trabalheira todos os dias) à ex do ex que não me sai da frente. ignorar, fingir que não importa, que a senhora até lava as escadas e é bom para todos, procurar ver o lado do outro e desculpar comportamentos que nos incomodam, por minimamente que seja, é má politica. nada como bater um dia à porta da vizinha e pedir-lhe que por favor, lave as escadas meia hora mais tarde: assim entro e saio com o cão e volto a sair com o filho e não fico com sentimentos de culpa por andar  pisar o chão acabado de lavar. a vizinha não se importa, sorri. e passa a esperar que eu saia para lavar as escadas. foi fácil. o resto também foi. 

 

aprendi que por vezes, a teimosia compensa. e por vezes nem tanto assim. descobri que não estou disposta a vender o que sei e o que faço de melhor a qualquer preço. que o meu saber vale muito e que sou eu e eu apenas quem decide qual é o preço mas, descobri que em vez de querer à força que valorizem o que tenho para dar, talvez seja mais fácil ir ao encontro de quem valoriza...se é que me faço entender. como no amor, em vez de insistir em querer que alguém tenha a capacidade de me ver por inteiro ( e às vezes até tem) talvez seja mais fácil acreditar que há quem tenha essa capacidade sempre e a perca por vezes para rapidamente a reencontrar...

 

descobri que a vida se faz num equilibrio delicado entre ter o que se gosta e gostar do que se tem. que não gostar do que se tem não serve, que para isso mais vale viver com o desejo (sonho) do que se gostaria de ter. descobri que levar os sonhos na mão, bem fechados, pode sufocá-los. é preciso guardá-los no bolso, sempre presentes, mas manter as mãos livres para os construir, a alma livre para os perseguir, um coração aberto e a mente sempre curiosa e inquieta. aprendi que ser feliz é nunca deixar de acreditar!

 

aprendi a gratidão e o poder imenso de se valorizar tudo quanto se adquiriu. aprendi a mudar de registo, quando o disco já deu todas as voltas e a agulha se limita a fazer um ruído estranho depois de acabada a música...percebi que a paz também se constrói na ausência, no silêncio, no afastar. e que a alegria é um estado de espírito permanente, pontilhado de tristezas cintilantes aqui e ali, e não o contrário. e, acima de tudo, chego ao final de 2013 com a certeza de que tenho em mim e comigo tudo quanto é preciso ter para aceitar e superar os desafios de 2014, e, hopefully, viver a sorrir 24 horas de cada vez, semana a semana, mês a mês, até voltar a fazer mais um balanço, mais uma vez...

 

assim, à laia de resumo de 2013, fica uma ideia que já tinha publicado antes. 

 

 

 

it did. I'm free. 

 

 

 

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notas amarradas ao vento

04.11.13

parece-me um excelente nome para uma recolha de crónicas! ou de notas soltas, precisamente. agrada-me. talvez ainda se faça disso alguma coisa digna de ser lida. quem sabe.  mas o assunto hoje volta a ser destralhanço e organização. consegui recompilar algumas receitas e retomar o meu ficheiro, pelo que tenho uma semana inteira de refeições planeadas. e, note-se, usando aquilo que já há em casa, pela maior parte. o meu fim-de-semana foi produtivo e estou contente comigo mesma neste aspecto. também consegui organizar algumas coisas das formações, o que contribui para este meu ar de contentamento e, fui à praia...esta sim é a verdadeira vitória! 

 

a pedido do meu filhote mais lindo, passámos grande parte do sábado na praia. obviamente a primeira resposta que me veio à cabeça foi: "não pode ser, a mamã tem muito que fazer". mas, de vez em quando tenho esta capacidade (gostava de a ter mais vezes) de sentir e ir pelo sentimento em vez de ir pelo pensamento. a praia estava cheia de restos mortais de medusas...e de cães. mas o flokito é um cachorro bem comprtado e além dos banhos (que o apanharam de surpresa) e das corridas para a toalha para se esconder das ondas, esteve sempre perto de nós e, creio que se pode dizer sem dúvidas, tão feliz quanto nós dois por estar solto numa imensidão de água, areia e sol! 

 

não li, não ouvi música, não levei trabalho para fazer só usei o telemóvel para tirar fotografias às pestes e ao mar, ao meu mar da infância...contei estórias da minha infância ao T., de como passava o Verão entre o Guincho a Ericeira e a Costa, os castelos cobertos de alforrecas (se eram perigosas ou não, ou não sabíamos ou não queríamos saber), o sol que desaparecia lá ao fundo e eu, despenteada e feliz, que ia arrastada para fora da praia porque, se pudesse, vivia sempre lá. adormecia e acordava a ver e ouvir o mar... foi um sábado no mínimo cinco estrelas! 

 

consegui durante muito tempo, sem esforço, manter-me no presente, no momento, e, soube-me e sabe-me bem. estou onde quero estar e, se considero que faltam coisas muito importantes, a verdade é que sei, sinto, palpita em mim a cada bater de coração, a certeza de que estou no caminho certo. por uma vez, com a maior das calmas, sem urgências, sem "ter ques". a vida acontece e eu faço parte dela, e é muito mais fácil quando nos deixamos levar. 

 

terminadas as considerações meli-mélo acerca da minha vidinha feliz, preciso ainda de destralhar uma coisa e urgentemente: a minha mala! carrego o mundo e mais três realidades lá dentro e, como faço cada vez maiores percursos a pé, é absolutamente vital que o peso que trago comigo diminua. Já tratei do peso virtual e de cortar amarras que me mantinham presa ao passado agora, a mala! se soubessem tudo o que lá tenho dentro que nunca uso!!! (e/ou que quando faz falta ficou na outra mala....)

 

boa semana, pessoas. 

 

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calma

31.07.13

achava que era uma coisa inerente à pessoa. assim como ter olhos azuis ou ser-se canhoto, vá. afinal não é! a calma, este tipo de calma que sinto hoje, sei de onde provém. Porvém da certeza. Não é curioso? durante imenso tempo deixei que a vida de outras pessoas entrasse pela minha e me roubasse o ar, o sorriso, a calma, a concentração e por mais que tentasse não encontrava este equilíbrio. sim. certezas e equilíbrio são as bases. seguidas de amar e acreditar. 

 

reencontrei o meu caminho, sei para onde vou a nível pessoal e profissional e isso dá-me certezas, no meio deste mundo incerto. certezas suficientes para avançar com um sorriso. a minha casa, o meu espaço, ainda que se vá compondo aos pouco, proporciona-me uma segurança que me permite balançar sem cair e, ao mesmo tempo, faz-me agarrar as oportunidades para manter e melhorar o que consegui até aqui. e é este saber que posso pisar sem cair que me faz avançar serenamente. 

 

amar e acreditar. aqui as coisas podiam complicar-se. e eu resolvi descomplicá-las. amar, já amo. amo muita gente e de muitas maneiras diferentes. conheço todas as pessoas de que gosto muito bem? não! as pessoas de que gosto, as que nunca me desiludiram, vão fazê-lo um dia. simplesmente porque o potencial que eu vejo nelas pode nunca se realizar por inteiro (a meu entender, claro) e eles podem não chegar aonde eu achei que iriam chegar. e tudo isto porque eu insisto(ia) em ver as pessoas e esperar coisas delas. coisas que, por vezes, nem elas tinham consciência que se pudesse esperar delas! depois ficava triste, irritada, zangada e culpava a pessoa eternamente por não ter sido tão "perfeita" quanto eu a tinha pintado. pronto. mudei isto.  ou fui mudando, à força, porque a vida me obrigou a perceber que amar, é acima de tudo, aceitar. aceitar o outro, não pelo potencial que vemos nele, mas pela pessoa que vemos. como escrevia alguém noutro sítio um dia destes, se aceitamos os nossos amigos com falhas e defeitos, porque é que não aceitamos isso nos nossos próximos? porque queremos que quem nos está perto seja muito mas muito melhor do que é. só isso. é por bem. mas estamos a fazer tudo mal! 

 

acreditar, é fácil. ou melhor, é muito fácil dizer que se acredita. agora acreditar mesmo, a sério, lá do fundo, de alma e corpo e coração....ok, nem eu consigo! nem sempre. mas esforço-me. esforço-me todos os dias para que no seguinte me seja um pouco mais fácil que neste. porquê? porque só tenho duas hipoteses. acreditar ou não acreditar. e não acreditar é fechar portas definitivamente e eu não quero fazer isso. portanto, se quiserem digam que apenas dou o benefício da dúvida, mas até para isso é preciso ter coragem. sobretudo se já nos magoaram, sobretudo se a mesma pessoa está novamente em posição de nos magoar. certo? certo! (I'm right most of the time! e sou a modéstia em pessoa!) se eu sei que mudei e aprendi ao longo do tempo e não acreditar que o mesmo possa ser verdade para a outra pessoa, então deverei rever o que escrevo, penso e sinto com alguma preocupação, porque não sou melhor nem pior do que ninguém e, se eu aprendi, o outro também aprende! é ingenuidade voltar a acreditar, dar outra oportunidade? será?? não será antes aceitar simplesmente que a outra pessoa me pode voltar a magoar porque eu vou de coração aberto, e mãos viradas para cima, sem nós presos onde quer que seja e disposta a aceitar a outra pessoa e tudo o que venha dali sem julgar à partida que tudo sera feito em função de me atingir? verdade verdadinha, não sou tão importante assim! a outra pessoa tem mais que fazer na vida do que mexer-se apenas para me magoar. quem sabe, se calhar até tem uma vida, digna desse nome, com tudo aquilo que uma boa vida deve ter e, eu, recusando que isso possa ser verdade, sou quem me está a expor a ver, ouvir e sentir coisas que me magoam, me ferem, me atingem sem que no entanto tenham sido dirigidas a mim!

 

pois é, eu perco-me! mas é simples, acreditar é acreditar que as outras pessoas estão na minha vida por alguma razão e que muitas vezes o que levamos a peito (take personally) não era para nós mas quisemos que fosse! e assim o outro é sempre culpado do mal que nos sentimos. cansei de ter peninha de mim. amo, amei, amarei sempre. sofri, sofrirei e voltarei a sofrer por amor. por amizade. por egoismo. por distração. ou porque só assim se aprende e se valoriza o que se tem (ou teve) e se trata melhor de quem está em vez de suspirar por quem foi ou quem há-de vir! 

 

assim em jeito de resumo: calma e equilibrio (que vêm de dentro) conseguem-se amando e acreditando em nós e também nos outros. não desistindo de viver, nunca deixando de sonhar e acima de tudo, sendo apaixonados pela pessoa que somos e pelas que nos são queridas! 

 

 

Ah! esquecia-me: esta calma interior provém também de uma intensa actividade exterior. Cursos, Passeios, leituras, jantares, trabalho, visitas, aprender, dormir, praia, mar, esplanadas, esplanadas, esplanadas, limpar a casa, cozinhar, e sorrir! 

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a ti!

23.07.13

minha maior façanha e meu grande orgulho desejo que todos os dias sintas o amor, a felicidade e orgulho que sentias neste momento. Lembra-te que os ramos fazem parte da árvore, e que apesar de pequenos e finos, suportados pelo tronco, são eles que enriquecem a vida com a sombra, a fruta e a beleza. 

 

Voa, meu ramo, voa! E sorri sempre! 

 

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sobre estados de alma e outras insignificâncias... :)

"If you are lucky enough to find a way of life that you love you have to find the courage to live it."
John Irving



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