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matur-idade?

21.08.14

Será porventura isso: a maturidade que se nota. E não só na forma como aceitamos ou lidamos com as coisas mas também, e diria que talvez sobretudo, na forma como ignoramos tantas coisas que antes nos tiravam do sério! Na forma como o dia de trabalho cansa, na forma como o descanso, o repouso sabem tão melhor que antes... e depois, já não há corridas. Tudo o que é importante é feito no tempo devido e o resto deixou de ser preocupação. Será maturidade? Seja qual for o nome que tem: sabe-me muito bem! 

 

"A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura." (Lya Luft)

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as vozes e as letras

30.07.14

que me prendem em serões em que deveria fazer tantas outras coisas...será porventura este o meu maior vício...letras que me deslumbram em vozes que me arrepiam...e vai-se o tempo entre rimas, perdem-se teses entre os acordes e enche-se um coração boémio até ficar inebriado...

 

 

E quando agarro a madrugada,
colho a manhã como uma flor
à beira mágoa desfolhada,
um malmequer azul na cor,
o malmequer da liberdade
que bem me quer como ninguém,
o malmequer desta cidade
que me quer bem, que me quer bem.

 

 

 

 

 

ah...são estas vozes...

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alquimias e reacções de pele

03.07.14

...vinha eu toda contente falar de alquimia na cozinha, de como gosto de cozinhar, o bem que sabe, o bem que faz e até partilhar uma receita de petisquinho muito rápido à base de batata quando... chegaram os meus vizinhos. Não os conheço. nem faço questão. Só cá passam férias e fins-de-semana, ao que parece mas, para mim é como se me entrassem pela casa adentro! Se bem que apenas os terraços se toquem e que até tenha planos de ir visitar o filhote no fim-de-semana...incomodam-me estes vizinhos! Que querem que vos diga!? Estragam-me o silêncio, a paisagem e, como um espelho reflectem claramente a minha cada vez maior dificuldade em viver em gaiola...vou para a cozinha destressar! 

 

 

 

 

 

 

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amanhecer

13.06.14

e ser grata por ser testemunha e parte da vida que acorda

 

 

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a little tenderness

05.02.14

 

 

uma frase de um livro aberto ao acaso, a primeira imagem que vi hoje no FB e esta música, com que vos deixo neste dia cinzento e frio, parecem-me ser um trio perfeito. fazem sentido em separado e todo o sentido em conjunto. pelo menos este trio, um livro e uma chávena de chá, fazem do meu um dia perfeito! 

 

a frase é esta:  "enquanto for capaz de sentir raiva, existem lições para aprender" Mike Dooley in Mensagens do Universo e a lettra da música, que também adoro nas vozes do Otis ou da Ella está aqui. e depois, também há isto

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oh dear!

07.01.14

já lá vão sete! sete dias deste novo ano e eu com tudo atrasado! nada de resoluções postas em prática (também não são muitas e são de implementação faseada), nada de alterações radicais, nada. o ano de 2014 parece ser apenas o seguimento de 2013, sem quebras. talvez por isso as coisas me pareçam tão "as usual". ou talvez não se note, na maioria das pessoas, o entusiasmo que havia noutros anos em Janeiro, ou talvez eu já não me dê com tantas pessoas como antes e não tenha por isso direito aos prolongados votos de bom ano e ache que tudo está na mesma. 

 

seja como for, 2014 é um bom ano. é um ano par. termina em 4. é um ano novo, ainda limpo e livre e é assim que o pretendo manter. mas tenho que me organizar, sair do slow-motion-mode ainda que este tempo só convide à preguiça e aproveitar cada segundo deste ano para sorrir e fazer sorrir. sendo que é este o único e verdadeiro objectivo: criar uma vida que me (nos) faça sorrir. ( e aninhar-me muito!)

 

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blogs e tal

29.11.13

depois de muitas voltas, decidi manter no activo apenas este. tendo que dedicar mais tempo à minha vida profissional, e à luz de uma vontade cada vez maior de estar inteiramente presente em tudo o que faço, decidi que vários blogs pessoais são um peso que já não quero suportar. porque me sinto culpada se não os actualizo, porque me disperso e acabo por andar sempre com a cabeça ocupada sem conseguir que as mãos, ou os dedos no teclado, reflitam tudo o que me passa pela cabeça e acabando por perder oportunidades de escrever sobre assuntos/temas que gostaria de abordar apenas porque passa o momento. e o momento é tudo. por isso, chega!

 

este blog, cuja ideia original era que fosse leve, um tipo de blog onde iria escrever pouco e publicar fotos engraçadas, citações, fazer referências a artigos e outros blogs etc... e tal, tornou-se numa espécie de jornal. e ainda bem. tem sido um bom jornal de bordo e já aqui escrevi coisas que não consigo reler sem me emocionar. outras de que me orgulho. nada de que me arrependa. 

 

pensei seriamente em fechá-lo. mas gosto deste blog. da simplicidade com que tudo acontece no sapo, sinto-me aqui em casa há muito tempo. e não faz mal nenhum dar uma grande volta à casa de vez em quando! faz bem à casa e à alma. e assim sendo, este fica. vou morrer de saudades do Dário de uma Paixão que o Amor não deixa morrer mas, se por um lado tento viver com cada vez menos coisas, por outro percebi que, um diário em papel tem várias vantagens, neste momento, para mim.  a maior de todas sendo que posso fazer o resumo do meu dia sem recurso a tecnologias e assim manter-me efectivamente afastada (salvo as excepções que forem necessárias) de computadores, tablets e smartphones a partir das 22h30. e é sempre bom percebermos que fizemos a opção certa! 

 

isto quer também dizer que voltarei a ler mais os blogs de que gosto! sinto saudades disso, sinto como se tivesse estado metida num casulo durante vários meses e finalmente o tivesse furado, voltando a fazer parte do maravilhos mundo colorido! e só enquanto escrevo sito é que tenho noção do quanto tem sido mesmo assim! de como tenho estado longe, afastada, metida em mim, de costas viradas ao mundo.

 

já era tempo de voltar a viver, sem dúvida! 

 

 

 

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lentamente...

10.09.13

o Verão começa a despedir-se. já se nota, já se vê (cada vez menos) e já cheira a fim de estação. gosto muito do Verão. adoro calor! mas há um je-ne-sais-quoi no Outono que faz com que seja a minha estação favorita (algumas estações de comboio italianas também são das minhas favoritas, embora tenha pouco a ver...ou terá?). é tempo de voltar para casa, de nos voltarmos para dentro, e se há coisa de que eu gosto é de mimos e de estar em casa. como os gatos, gosto de sair, ir dar uma voltinha, ver o mundo cá de cima do muro, sobretudo naquelas horas incertas e depois, voltar, como o Outono se instala, lenta mas seguramente, sem vestígios de pressa. 

 

foi neste fechar de estação que percebi que há caminhos que não pretendo voltar a trilhar. não estou a abrir mão de nada. simplesmente, uma vez que a vida é feita de patamares, passei para outro patamar. oh L.! não me venhas cá com coisas! não é nem acima nem abaixo, é outro! já te disse, dançar até não poder mais? sim! beber? até te perder de vista?! nops! não me lembro da última vez que o fiz e não me apetece. mas, receber e visitar amigos? cozinhar com amor e carinho, com vontade, com gosto, receber com prazer e alegria, demorar um dia inteiro a preparar um jantar? SIM!! passar uma semana inteira a pensar no prato, no vinho, nas entradas e tal...oh sim! sim!!sim! e depois café e digestivo, fora ou dentro em boa companhia...sim, disto eu gosto, disto eu não me canso e jamais me cansarei. 

 

um restaurante novo? com certeza! cinema? nã, nem por isso, geralmente mal me sento, adormeço! teatro? já fui. já vi. ah! esse ainda não, vamos! e ir ao mercado, ao sábado de manhã. e trazer um cesto colorido, de aromas e sabores e promessas apenas secretas de novos e doces prazeres...e os livros! e escrever metros e metros de fantasia...eu sei que é preciso destralhar mas juro, sim, eu juro, que os livros se multiplicam sozinhos! se não é isso, sou sonâmbula, porque nesta casa, em pouco mais de dois meses, cresceram mais de vinte livros nas prateleiras. sendo que só não li três deles...e acima, de tudo, pelo canto do olho, como quem não está a dar por nada, ver que o meu filho se está a tornar no mais fantástico dos rapazinhos...e, ao contrário de tudo quanto seria de esperar, ficar genuinamente feliz que tenha aprendido tanto contigo...e então, lá do fundo de onde vêm as coisas boas, desejar que o Outono te traga calor e abrigo em forma de sorriso. e virar novamente a página, agradecida pelo privilégio de ser mimada pela vida. 

 

há uns bons anos atrás, encontrei um texto que falava de como o esperar sem estar à espera, este lento suspirar por alguém sem muitas vezes saber bem quem, este desejar sem nome, (longing, em inglês) era uma coisa marcadamente feminina e como as mulheres se prestavam a fazê-lo como se estivessem muitas vezes não apaixonadas ou desejosas da pessoa mas da própria ideia de ter alguém por quem esperar, aguardar, suspirar...durante muito tempo fui pouca dada a romantismos, os filmes que faziam ou outros chorar faziam-me rir e não percebia muito bem duas coisas maravilhosas que hoje entendo, sinto e pratico de alma e corpo e coração: a ternura e a fragilidade. (isso, sim, ando por aí armada em coitadinha, a fazer olhinhos de cão triste e a lamber as patas dos cães e a queixar-me da minha vidinha...! tenham dó!) 

 

é tão bom praticar a ternura! a ternura do sorriso, do abraço, do olhar que se demora...serei lamechas se o for não deixar de tocar em quem se gosta, levemente, com carinho, numa carícia que o não é, mas diz "gosto de ti" baixinho. ou então serei áspera e azedinha....assim quase quase "colherzinha ferrugenta"...ou serei um ser frágil e delicado, que se deixa levar pelos ventos de todos os lados, a eterna coitadinha, para quem a vida era tão melhor quando...seria tão mais feliz se...não, meus caros, não é desta fragilidade que se trata! mas daquela que dá espaço ao outro para ser...é assim com o Outono, um recolher de garras quase furtivo...e mais não digo. 

 

 

 

 

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São João

24.06.13

sou eu essa fonte vadia
em que S. João vagabundo
matava a sede e  a folia
todas as noites do mundo

 

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sobre estados de alma e outras insignificâncias... :)

"If you are lucky enough to find a way of life that you love you have to find the courage to live it."
John Irving



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no thing

No luxury and no comfort, no delight and no pleasure, no new liberty and no new discovery, no praise and no flattery, which we may enjoy on our journey, will mean anything to us if we have forgotten the purpose of our travels, and the end of our labours (Isaiah Berlin)

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