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24.06.14

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devagar

13.05.14

muito muito devagar, a rotina instala-se. horários, refeições, compromissos. aos poucos, muito muito devagar, o sol desce para lá da colina deixando à lua um céu rosado de primavera, os pássaros recolhem às árvores e, ao longe, acredito ouvir um sino a tocar e após uma longa pausa, à medida que tudo retorna ao seu lugar, também a escrita me volta aos dedos e se desenha em letras que dizem saudades, sorrisos, que escondem e desvelam dias felizes. aos poucos, devagar, ao sabor da vontade ou do momento, inexoravel mas calmamente, as peças terminam de se encaixar. 

 

talvez seja esta a grande diferença entre escolher e optar. foi uma escolha inteligente. uma escolha da cabeça, racional. and such a big leap of faith...ainda é, de certa maneira. mas é um acreditar sem pressa. um saborear  intenso. vida. um sonho desperto que me convida...

 

 

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adiar - a dia - ar

22.01.14

tudo faz sentido em conjunto e em separado. é uma coisa que fazemos porque sim, porque não apetece, passa a oportunidade, deixa de ser importante, deixa de fazer sentido ou apenas para nos permitir respirar, encher o peito de ar e seguir. ou então é defeito mesmo e aí...pouco haverá a fazer. tenho por hábito adiar algumas tarefas, como limpar as caixas de entrada de e-mail e outras, com a desculpa de que quero ler antes de apagar. na realidade, só acabo por ter muito mais trabalho mais tarde porque na maioria das vezes, já nada do que deixei por ler me interessa quando lá chego...no entanto, há excepções. 

 

a 9 de novembro de 2012 escrevi a seguinte nota: sobre a generosidade, a gratidão, a solidariedade e outras coisas menores. lembro-me perfeitamente da ironia do meu sorriso ao escrever estas últimas palavras. na linha seguinte tenho: a educação, o respeito, a mentira e a lealdade. a amizade e os afectos. nunca cheguei a escrever sobre todas estas coisas como tinha pensado fazer. hoje, vá-se lá saber porquê, resolvi limpar várias coisas, papelada, tralha de todos os géneros, e também o bloco-notas do iPhone. hoje, também ao encontrar esta nota, a mais antiga de todas, lembrei-me da importância da lealdade e de como sou leal a pessoas que o não têm sido comigo. o que me leva a falar de educação, de respeito e também de uma outra coisa: valores. 

 

mas voltando a esta coisa da lealdade, que só por si já dava para um tratado, tenho a dizer que não compreendo que alguém que um dia dissemos amar, com quem partilhámos a vida por algum tempo, alguém que nos fez sorrir, rir, sonhar e é certo, também chorar, deixe um dia de merecer a nossa lealdade. se não a pessoa em si e tal como é hoje ou como age no presente, acho que devemos ser leais ao que foi a nossa vida em comum, curta ou nem tanto assim, mais ou menos íntima e jamais atirar voluntariamente para a lama a pessoa, seja em que circunstâncias for. reconhecer os defeitos da pessoa não implica nem que ela seja de repente um inimigo a abater nem sequer um inimigo. passou pela nossa vida, por momentos viveu connosco e, para mim, destratar essa pessoa, por mais que possa agir ou ter agido mal, é destratar aquilo que, a determinada altura, escolhemos viver com ela. 

 

tenho muito pouco de santa, mas acredito ser boa pessoa. não no sentido poético e patético da boazinha. mas acredito que há sempre muitas coisas boas nas pessoas, mesmo nas que apenas mostraram o seu pior ou trouxeram ao de cima o nosso pior ao passar pelas nossas vidas. isto é fruto, também da educação. da educação emocional. que não se faz com palmadas, castigos e recompensas mas pelo exemplo. felizmente, tenho e sempre tive à minha volta bons exemplos de gente sólida e ainda assim meiga, forte e ainda assim frágil, franca e por isso mesmo, doce. 

 

amigos e amigas passaram pela minha vida, namorados, marido, companheiro. entraram, iluminaram por momentos o meu caminho, partilharam o meu caminho de maneiras várias e saíram. de outras vidas, eu saí. todos foram importantes e por todos tenho um carinho especial. às vezes com saudades de quem não vejo há muito, outras vezes com compaixão, outras ainda com sentimentos que ainda me fazem cerrar os dentes e de que não me orgulho tanto assim, vou-me lembrando. e, quanto mais o tempo passa, mais ficam apenas os sorrisos e os abraços, os beijos, as ternuras, coisas boas, muito boas, que acarinho e espero nunca esquecer. 

 

e hoje, mais de um ano depois de ter decidido falar de generosidade, gratidão, solidariedade, educação, respeito, mentira, lealdade, afectos amizade e outras coisas menores, acho que consegui. se bem que falte dizer muito! tanto tanto, aliás! sou grata por todas as pessoas que entraram na minha vida até agora, por saber o que é  a lealdade, a amizade, o respeito e a generosidade ainda que muitas vezes tenha tido que provar ( e ver) os contrários para saber definir todas estas palavras e sentir tudo aquilo de que hoje sou capaz! 

 

 

 

 

a imagem é daqui e o texto que a acompanha vale muito a pena ser lido (está in english, of course). 

 

 

 

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use it, love it or...get rid of it!

01.11.13

é isto que diz o feng-shui. e, sem sequer saber disso ainda, é o que pretendo fazer a (quase) todo o tipo de bijuteria que anda lá por casa! há já algum tempo que voltei a usar apenas umas duas ou três peças, de prata. se bem que tenha algumas de ouro, eu gosto mesmo é de prata e de alguns trabalhos em ouro branco. nem todos. mas voltando à tralha: durante muitos e muitos anos tive poucas coisas mas de que gostava mesmo mesmo, tipo para sempre! e sim, só estou a falar de acessórios como brincos, pulseiras e aneis. tenho pouco colares, não gosto de usar coisas penduradas ao pescoço nem golas altas nem nada! 

 

mas tinha e tenho, algumas peças, a maioria de autor/únicas de que sei que vou gostar para sempre. não, não custaram cinco ou dez euros na loja da esquina, não são iguais às que toda a gente usa, mais fio menos fio, mais cor menos cor e certamente não são descartáveis nem confundíveis. deixei-me levar por alguém, durante algum tempo e tentei mudar isso. ter mais coisas, mais na moda, mais baratas, eu sei lá! é verdade que há muitas coisas giras no meio da "tralha", como é verdade que todos os colares me foram oferecidos, não comprei nem um! e vou dar tudo! tudo tudo aquilo que não me apetece usar vai sair lá de casa rapidamente porque sim! 

 

algumas coisas, apesar de terem sido super mega baratas, são coisas que amo e vão ficar. mas a maioria vai desaparecer das minhas famosas caixinhas. e a seguir irão algumas das caixinhas também! a outra novidade, esta sim realmente estranha é que quero usar um fio. não sei ainda bem de que tipo/material/feitio mas será para andar sempre comigo. provavelmente será um fio de prata. quando o encontrar, sim, porque estas coisas são assim, as minhas coisas e eu encontramo-nos, eu mostro-vos. entretanto, bom fim-de-semana que eu vou destralhar a caixinha das "joias". 

 

 

PS: quanto ao ZTD e à micro-agenda que já tinha comprado...a agenda irá servir de lembrancinha para alguém no Natal que voltei aos meus Moleskine note books e week-planner! 

 

remember...it's so short and precious....grab it! 

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os ciclos desta vida

16.09.13

quando eu era pequena, era da primária para o ciclo. agora já nem sei bem o que lhe chamam...mas não é isso que interessa. interessa que, ao entrar para o 6º ano, o meu filhote entra, também, para a quarta escola da vida dele. caramba, não querendo dar muito nas vistas à frente dele, a verdade é que é duro andar sempre a mudar! e sei muito bem do que falo! 

 

se por um lado tento ver tudo isto como uma unvaluable (acho que não sei dizer isto em português!) experiência de vida, tenho que ver que os créditos ganhos agora, ou ao longo dos últimos 4 anos, só lhe serão válidos daqui a muitos outros e por enquanto, a única coisa que ele tem são colegas novos, professores novos, salas novas, regras novas...tudo novo e cada vez menos fácil. tem a sorte de ter uma cabeça que parece funcionar sozinha, o que facilita, mas, ao contrário do que eu esperava, produzi um filhote ansioso...coitadinho! há três dias que tem dores de barriga...calado. jamais se queixou ou queixará, por mais difícil que a nossa vida tenha sido/seja/venha a ser. se o termo "miúdo de ouro" se aplica a alguém , o T. merece-o sem dúvida e à grande! 

 

eu não estudei cá. a azáfama de livros escolares, materiais que só se podem comprar à medida das directivas/exigências dos professores das respectivas disciplinas e outras especificidades de um país onde os pobres (de espírito) se insurgem contra a forma como o Estado resolve repartir/ atribuir-lhes os subsídios, onde até ao primeiro dia de aulas não há professores para todos os alunos, onde não se sabe ainda exactamente qual o horário e muitas outras coisas...já nem vou dizer que tudo isto me confunde. direi apenas que tudo isto ultrapassa o meu entendimento. eu estudei num país de ricos. é verdade. se bem me lembro, em cerca de doze anos de escola(s) comprei dois livros. os restantes eram alugados à escola por um valor fixo mensal e, se estragasse, tinha que pagar novo. os materiais? quando não houvesse na escola tudo ou aqueles que nos serviam também para "casa" não mudavam de apelido de professor em apelido de professor e como, tal, era possível, durante as férias escolares, em qualquer horário que desse jeito aos pais, recolher junto da secretaria a lista de materiais e fazer as compras sem pressas, repartindo até, se necessário fosse, os custos por dois ou três meses. mas isto...é outra conversa! 

 

hoje, 16 de Setembro de 2013, desejo-te, meu filho lindo, que o dia corra maravilhosamente bem e que esta nova escola "se porte muito bem", que os colegas sejam simpáticos e que o teu dia seja repleto de calor (humano), luz, alegria e boa disposição. até no horário (provisório) és um miúdo cheio de sorte, que isto de ter a segunda e a sexta à tarde livres não é para todos! amo-te miúdo lindo! good luck! e desejo do fundo do coração que tenhas lugar na equipa de vela!!!!!!!!!

 








"I just heard, from a little bird
That there's someone who needs to unwind

So I'll pave the way, for a bright sunny day
I just need to know what's on their mind?

First Day at the new school........Oh right! 

Good luck from the lucky duck even if you're really stuck
Don't have a heart attack better not give a quack
I'll tell you what I'll do, I'll send all my luck to who.........?

T.......That's you

I'm all you need, I'm certain you will succeed
Now that you've heard this song, sung just for you
So I'm your feathered friend, so let us hear once again
What's this big thing that they'll have to do........?

First Day at the new school........Oh right! 

Good luck from the lucky duck even if you're really stuck
Don't have a heart attack better not give a quack
I'll tell you what I'll do, I'll send all my luck to who.........?

T. ...That's you

I just heard, from a little bird
That there's someone who needs to unwind

So I'll pave the way, for a bright sunny day
I just need to know what's on their mind?

First Day at the new school.......Oh right! 

Good luck from the lucky duck even if you're really stuck
Don't have a heart attack better not give a quack
I'll tell you what I'll do, I'll send all my luck to who.........?

T. ........Good luck from the lucky duck!!!!"

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sharing

19.08.13

is a way to live and grow. be there, in so many different ways. smile. listen. learn. most of all always but always {#emotions_dlg.heart}

 

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A gosto

01.08.13

oh sim! A-gosto em Agosto. É cliché? É! 

who cares? 

 

Este não sendo o meu mês preferido, é um bom mês! Que mais não seja para organizar todos os seguintes até ao Natal. E sim, sim, eu começo a preparar o Natal em Agosto! lolololol! E é também por isso que gosto tanto deste mês! 

Feliz Mês de Agosto!!!! 

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gratidão

01.07.13

é uma palavra que se usa (será porque se sente) cada vez menos. mas hoje só quero dizer que estou grata. gosto da casa nova. incompleta. gosto de ter o que procurar, gosto de ter tempo para procurar exactamente aquela peça perfeita, em vez de dizer "gostava tanto de ter um candeeiro de pé aqui" e na primeira oportunidade ter que escolher um, qualquer um, porque para a outra pessoa interessa mais satisfazer o meu desejo expressado (um candeeiro de pé) do que entender que quandi digo isso, me refiro não a um candeeiro de pé qualquer mas sim àquele que será perfeito para aquele canto e que eu não faço a menor ideia de quando vai aparecer. nessa altura, o dinheiro para essas coisas vindo essencialmente do bolso dele, até porque jamais me deixaria gastar um tostão em nada que não fosse exclusivamente para mim, apesar de protestar, aceitei o candeeiro. reconheci, reconheço e agradeço a vontade de me agradar mas...esta não deveria ter como motor o ficar de consciência tranquila porque já estava feito o que eu tinha pedido e sim proporcionar-me um verdadeiro prazer escolhendo comigo algo que nos enchesse as medidas aos dois e nos desse aos dois prazer ter em nossa casa. adiante. gosto desta liberdade absoluta de escolha e de estar a colocar em minha casa apenas aquilo que eu gosto, apesar de ter que andar devagar. e então, para comemorar, decidi que coisas que trago comigo há cerca de 20 anos (algumas delas desde que sai para estudar !!!!) vão ser oferecidas e/ou reformadas e vou comprar novas. e pronto. ah, sim, também decidi que vou trazer a máquina de costura e personalizar muita coisa! e pronto, por hoje é isto: grata ao homem que amo e com quem partilhei anos da minha vida pela disponibilidade constante para me agradar e grata à vida por me dar a oportunidade de ser apenas eu a decidir e a escolher. grata por essa e várias outras coisas. hoje a palavra de ordem é mesmo GRATIDÃO! 

 

a imagem é daqui

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23.05.13

 

I would certainly want to be someonelse....

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be you

09.05.13

Often the demands of the outside world become so great that we lose track of what we really want in life and spend our time trying to live up to someone else's expectations. Even worse, we internalize those expectations and convince ourselves that they are our own. Now is a good time to cut through all of those ideas within yourself and to think about what you want and about yourself as you really are.

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sobre estados de alma e outras insignificâncias... :)

"If you are lucky enough to find a way of life that you love you have to find the courage to live it."
John Irving



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No luxury and no comfort, no delight and no pleasure, no new liberty and no new discovery, no praise and no flattery, which we may enjoy on our journey, will mean anything to us if we have forgotten the purpose of our travels, and the end of our labours (Isaiah Berlin)

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