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ler, reler e não ler, conhecer e fazer ou não!

13.10.13

gosto daquelas lista de livros que os jornais se lembram de fazer de vez em quando. não estou a ser irónica, gosto mesmo. tal como também gosto do "NYT Guide to Essential knowledge". Gosto de listas de coisas "a conhecer". fico triste às vezes, com algumas, pois sei que neste momento estão fora do meu alcance algumas das que mais gostaria de fazer/conhecer. mas por outro lado, fico (absurdamente) feliz quando vejo que já li mais de metade da lista dos 50 livros propostos pelo expresso, por exemplo. 

 

por sinal, quero reler a Moby Dick. e há livros que sabia serem "clássicos" a que nunca dei muito valor que neste momento, creio, me apetece descobrir. quero ler (pois não, nunca li!) à Espera de Godot e a Montanha Mágica (que eu acho que li). Ler a antologia poética do Lorca e reler o Dom Quixote de La Mancha. Kafka e Faulkner, para reler. Hemingway, também. Qero terminar de ler, que é como quem diz quero ser capaz de ler de uma assentada, O Convite. também quero ler La Fée Carabine, Daniel Pennac.  ah! também há filmes que eu gostava de ver...mas essa parte é mais complicada. e ainda não decidi se quero ler a casa dos budas ditosos (ler como se deve, sem ser só ler salteado).

 

também quero fazer uma coisa que não fazia há muito e, como agora até tenho companhia para, vamos ver se me organizo e consigo fazer passeios turísticos por aqui. Cascais, Sintra, Lisboa...de mapa na mão e mochila às costas (mas leve!!) há anos que não faço isso. quase tantos como os que vim para cá. além disso, agora quero fazer isso com base nesta maravilhosa ideia, cujo resultado está...aqui! não tem que ser tão grandioso e organizadinho mas...até gostava! ahahahaha! 

 

portanto, voltando às listas, ao fazer ou não, e tal...quero fazer. fazer muitas coisas que não tenho feito porque não tinha com quem. agora tenho. é curioso que, assim que nos abrimos às coisas, parece que andamos com um letreiro na testa e as pessoas é que vêm ter connosco! não é giro? e por outro lado, assim que deixamos de dar importância aos actos de certas pessoas, é como se elas desaparecessem das nossas vidas. estou contente e de bem com a vida, acreditem. não porque algo de exterior tenha mudado mas porque eu, interiormente consegui fazer um "click" que não estava a conseguir. consegui mudar de posição, procurar outra perspectiva! e tudo está a tomar outra dimensão. entre outras coisas, percebi claramente que não vale a pena lutar contra o que tem que ser. mesmo não sabendo como se faz o que tem que ser, é aquilo! 

 

e uma das coisas que eu tenho que fazer é ficar a tenta e ver se mando uma carta! há pelo menos duas vezes que adio a inscrição e depois...chapéu, esqueço-me! preciso de mandar uma carta e preciso de ler/reler 2 livros super importantes! mas só vos digo quais no fim da leitura. a outra coisa que tenho que fazer com urgência, é ir aproveitar esta tarde de Outono absolutamente maravilhosa, sempre consciente do quanto o meu coração pulsa por ti

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

      

 http://tavolacom.com.br/aqui-bate-um-coracao/

 

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ser racional

08.10.13

mas que raio é isso de ser racional, afinal? 

 

como ainda é muito cedo, fui procurar ....e sim, sim, isto tem um propósito! 

 

 

"Não resisti... Um pouquinho de análise semântico-pragmática, logo cedo pela manhã pode ser um delícia: "Como assim? O que é ser racional?" Depois de alguns minutos, elencamos uma vasta série de significados para"racionalidade": - é ser sensato - objetivo - coerente - prudente - fazer as coisas direito, certo..." ok, vão lá ver o resto, que está aqui. este foi o primeiro resultado que encontrei ao "googlar" "ser racional". 

 

depois encontrei isto: "Tipo de Personalidade: Os Racionais" não me apeteceu ler, mas podem lá ir espreitar...

 

depois vem o artigo do centrodeestudos, de que apenas transcrevo aqui uma pequena parte:

 

"O mais sensato é trabalhar para ser racional, para aprender a ter e a lidar com bons sentimentos, pois as emoções nos fazem agir em benefício próprio e a curto prazo, porque depois, o problema continua, e nós acabamos somente por protelar uma solução sensata, para não entrar em contato com a realidade."




ok, pronto, ser racional é ser sensato. ou ser sensato é ser racional...se isto já era um post sem pés nem cabeça, agora então é que fica feito num oito! também é verdade que este parágrafo está fora de contexto mas...eu também. hoje estou desconectada da vida, mais ou menos voluntariamente e desde que acordei, e já lá vão umas horas, passo o tempo a tentar ser racional. digo, sensata, digo, não-emocional. 


se as emoções nos fazem agir em proveito próprio mas não resolvem situações, a racionalidade, verdade seja dita, não resolve nada, apenas te impede de viver os sentimentos em toda a sua plenitude. já dei para a racionalidade e para ser sensata e fazer tudo certinho! que se lixem com f a assertividade, a racionalidade e os preceitos! 


hoje amo-te , como ontem e como sempre mas ao contrário de muitos outros dias, hoje quero muito gostar de ti! quero gostar de ti como uma loucura deliciosa, quero poder gostar de ti porque me sabe bem sem me preocupar com o amanhã, porque hoje é o dia mais importante da minha vida e é aquele em que tudo pode acontecer. (RdO devias orgulhar-te disto!!!) amo-te sim. porque sim. racional? eu lá quero ser racional em cima disto?! sabem o bom que é abrir os olhos e pensar "estejas onde estiveres, gosto de ti, tem um dia feliz"? 


raci quê? não me lembro de palavra nenhuma começado por "raci" que tenha um significado bonito! se encontrarem alguma, avisem-me! eu vou lá para fora curtir o sol de Outubro, o melhor mês do ano (e o mais parvo) ao som desta música que só descobri ontem: 



ser racional? ser emocional? e que tal ser, por hoje apenas o que sou e deixar que seja o que tiver que ser? vou tentar. a sorrir, of course. 

ah! o propósito?? é este: quero lá saber de racionalizar a vida! como podem ver é tudo complicado mas amar, é simples! :-) (embora complique muito as coisas!!!) como podem ver(ler) o propósito deste post é algo confuso: feel it! vai correr melhor! 

 

 

 

 

há mais para ler no "olharcomportamental"

 

O amor não é necessariamente concorrente da racionalidade, como os filósofos modernos nos fizeram crer. Se bem que às vezes ele pode parecer e ser meio irracional:


"Ser racional é tão somente levar em conta as consequências dos seus atos. E, nesse sentido, a racionalidade se funde perfeitamente com sua irmã, a ética. Afinal, ser ético e amar, assim como ser racional, pressupõe viver levando em conta os outros e o futuro."

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sintonia

25.09.13

não há como fugir! de costas viradas há séculos ou de mão dada, há entre estas duas alminhas um fio de ligação que não quebra nem por mais uma! e quando acontecem coisas destas, só vem confirmar o mais que confirmado! antes, achava que era uma espécie de sinal. agora? estou-me nas tintas para estes sinais. aceito os factos e sigo sem sequer voltar a olhar para eles. mas era impossível passar por cima do assunto! não deixa de ser curioso ( e para mim de certa maneira incompreensível ) que tenha escolhido o dia 24 de Setembro. Mas há de facto gente que tem uma noção pouco clara da importância de certas coisas. Eu consideraria isso uma afronta. mas, cá está, a mim as coisas não me passavam ao lado, não ficava calada e não aceitava, simplesmente...seja como for, fica a nota de que escolhemos o mesmo dia para retomar certas coisas. ironias, ironias...ou sintonias! 

 

e voltou a minha chuvinha..... 

 

:-)

 

 

PS: publicar um post no dia 25-09 às 09:25 sem ser de propósito tem o seu quê de graça....

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closure

04.09.13

its when u both know why it has ended.there is no more questions to be asked and there isn’t anything left to say. its whereurcomfortable as to how things ended. weather it hurt or not u know the reason and understand it.

 

Do not worry about closure or what people tell you to feel like. Its just a buzzword. If you never want to see a person again, then dont. If you want to see them again, then do. You will know what to do, and if you make a mistake and see them again when you shouldn't, who cares? It might hurt for a little while, but you will get over it. Life is too short to be burdened by whether or not everyone has the "closure" they want.

 

Sometimes, I think, this is where I want to be. 

You know you have closure when you can seriously look at him even in the eyes and tell yourself I don't need him anymore and mean it. When you can look at him and not feel what you used to. Feel about him like you would to a stranger.

 

But, I know this is where I will always be... 

Unconditional love is not what you may think. To love someone unconditionally means you cannot look to the other person to define it in any way. Yet that is what most of us do. Most of us look at the object of our love to define it.

Let me explain. Ask the average person why they love their spouse, boyfriend, or girlfriend and they'll say things like, 'Because she is pretty, smart, a good listener, a hard worker, she makes me feel special, and so forth and so on.' This automatically puts conditions on it. He is defining his love based on what the other person is or is not. This is conditional! If those things change so will the love.

This is why it is so easy to 'fall in love' and then fall out of it too. This is not unconditional love.

Most people, when they speak of unconditional love, they speak circumstantially. What they mean is, 'I'll love you no matter what life brings our way'. This is noble and honorable, and something I hope is true. But it is not unconditional, because they are still defining it based on who the other person is or is not.

 

Unconditional love is defined on you, not the object. If you love someone because you have it in your heart, it won't matter if the other person is smart, makes you feel good, is good looking, or is a hard worker. You'll love that person because your heart is filled with it. This is true unconditional love.

 

For the unconditional to truly be unconditional, there must be no conditions on which you base your love. The only way to do that is to define it from within you to out, not from someone else to in. It isn't based on how you feel about someone. Feelings are always conditional, because feelings and emotions are products of impact outside stimuli. You won't always feel love, but you can always love.

 

 

começo a perceber como é possível amar, de maneiras diferentes e o porquê de se fazer uma distinção entre “amores” ou melhor dizendo, formas de amar. não deixei nem deixarei jamais de Te amar. haverá sempre um lugar no meu coração para uma pessoa que foi a maior e melhor lição da minha vida.Com quem vivi os melhores e piores momentos dos últimos dez anos. Até hoje. Hoje, descobri que é possível encher um copo que já estava cheio. Hoje acredito que será possível Amar, sem medidas, de diferentes maneiras não tendo obrigatoriamente uma delas que colidir com a outra. Obrigada R. 

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loving

02.09.13

neste tempo verbal inglês que tanto me apraz, que identifica aquela coisa que se está fazendo, se vai fazendo, que estamos a fazer agora...não se trata de amar abstractamente alguém, não. é estar, neste momento exacto a amar e dando já a indicação de que se vai continuar a fazê-lo, mesmo sem prazo...

se há gente que não saber fazer isso (amar) senão aos gritos, que não sabe dizer quero-te e preciso de ti senão com palavras horríveis e acusações infundadas, se há gente que não sabe de todo compreender, aceitar e assumir que gosta que aquele alguém goste dele(a), se há gente que em vez de acarinhar quem lhe quer bem bate, briga, grita e afasta a pontapé, que tem que transformar a outra pessoa (que se afasta porque não aguenta mais a pancada) na pior pessoa à face da terra, para conseguir conviver com o facto de essa pessoa já não fazer parte da sua vida e procurar outros caminhos...

há por outro lado gente que, com todos os factos na mesa, nos olha nos olhos e diz: "mesmo assim, eu quero ser responsável pelo teu sorriso" é impossível, quando se lida ainda, por vezes muito mal, com quem apenas nos pretende provocar dor e lágrimas (se não sabe fazer de outra maneira já não interessa, se fosse importante já tinha procurado aprender!) e nem percebemos já o porquê, não sentir por esta pessoa, esta, que nos quer fazer sorrir, uma ternura especial e profunda. se é amor? não, ainda não. se é bom? só quem passou por uma tremenda tempestade, tão grande que quase lhe roubou a vida, valoriza a calma (quase) permanente, agradecendo diariamente a calmaria...sim, é bom.   

é muito bom descobrir pessoas com quem partilhamos interesses e descobrimos coisas novas. é bom ter vontade de aprender o outro. se esse outro nos faz sorrir, é melhor, se nos faz rir à gargalhada, o resto do mundo até pode andar a fazer o pino...because...

 

 

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é mesmo

27.08.13

só que nunca tinha pensado nisto assim!

então....também não posso pensar em tudo!!!

 

 

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carry on

22.08.13

não deixa de ser curioso que todas as músicas deste verão tenham uma linha positiva e leve, divertida.... :-)  esta é só mais uma que me diz muito, não só mas também porque veio pela tua mão. Obrigada! 

 

 

 

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os irredutíveis

21.08.13

 

todos nós, de uma ou outra maneira, já estivemos nesta posição, como que entrincheirados nas nossas certezas...sendo impossível alguém conseguir "chamar-nos à razão". não que os outros tenham mais razão que nós e tenham, portanto, esse direito e/ou dever mas, porque muitas vezes, fora do nosso ser, da nossa vida, não estão "fundidos" com a nossa questão e conseguem vê-la de um plano (perspectiva) diferente e como tal, apreender aquilo que nós não temos de todo maneira de ver. 

acontece no entanto que, cheios de boas intenções nos trazem a perspectiva deles, envolta num manto de preocupação genuina e de "eu achos que devias". pessoalmente, tenho muita (também não é muita assim, é só alguma, -pois pois-) dificuldade em aceitar que os outros me venham com "eu achos que devias" ou "tens ques". ouço, paciente e agradecidamente (quando me lembro que é preciso praticar a escuta activa para se responder assertivamente, quando não interrompo logo a coisa e já está!), aceito a opinião que a pessoa tem relativamente à minha vida, sim, porque nós só vamos de mansinho dar conselhos quando se trata da vida dos outros, muitas vezes consigo ver as coisas daquele ângulo até, e fico agradecida pela preocupação. mas quando chega o tom paternalista e tal, confesso, já estou longe, muito longe de estar a ouvir a conversa. 

mas isto sou eu. e não é só de mim que se trata. trata-se de falar das pessoas que, absolutamente convencidas de que estão no caminho certo, que estão a fazer o que querem fazer, que é assim que querem viver, não conseguem ver que estão numa espiral descendente, que vai levá-las a um lugar tão profundo que muitas vezes terão que por lá ficar. falo de pessoas que magoam outras pessoas, se magoam magoando outras pessoas, criam de si uma imagem triste e, do alto da guarita em que se instalaram, não se apercebem que estão cada vez mais isolados, distantes e sós. falo de gente que amo, de gente que me é indiferente e falo, também de mim, pois não sou imune ao síndrome da auto-suficiência, longe disso! 

também sou dada, mas cada vez menos, a achar que sei como é que os outros devem viver a vida deles. por outros, entendam-se aqueles cujas vidas tocam directamente a minha. e se digo directamente é porque há muita gente cujas vidas tocam a essas, que me contento em ver passar e sobre cujas vidas não me dou sequer ao trabalho de formar opinião, embora por vezes as ache estranhas. estranhas para mim, que me rejo por um conjunto de valores que, quiçá, estejam fora-de-moda. mas a mim, servem-me. sempre me serviram e não arredo pé de determinadas posturas. com isto não quero dizer que não cometo erros, não faço asneiras e estou quase a ser canonizada. a verdade é que faço um monte de disparates todos os dias! 

por vezes gostava de ser como alguns irredutíveis da minha vida: ter tanta certeza de que estou no caminho certo que nada me faça arredar pé. depois penso, entendo, sinto e vejo que apenas seguem um determinado rumo porque nada lhes é mais fácil, habitual e, afinal, o eterno recomeço se tornou fácil e conhecido, enquanto que a construção é um terreno desconhecido e que os apavora e, enquanto o caminho não chegar ao fim, é por esse que seguirão, até onde tiverem que chegar, por mais que eu faça, diga ou sinta (e já nem faço nem digo, só sinto)! e sinto-me triste! tão triste! e grata pelo milhão de incertezas que me assolam todos os dias.

 

em resumo: aprendi com os irredutíveis da minha vida que cada qual tem que fazer o seu caminho até ao fim e, que se os amo, apenas me resta manter um espaço aberto, para onde sabem que poderão sempre sempre voltar. isto, sem prejuízo da minha vida. fácil não será. mas é bom chegar aqui. 

era bom lembrar-nos que, de cada vez que esticamos um dedo para apontar ao outro, pelo menos três dedos da mesma mão, apontam na nossa direcção... e só eu sei o quanto já apontei dedos injustamente e me arrependo disso! 



irredutível 
(i- + redutível

adj. 2 g.
1. Não reduzível.
2. Que não se pode decompor.
3. Que não pode voltar ao seu lugar ou estado primitivo.
4. Indomável.
(Priberam)

irredutível  
Invencível.

Ex: Tentei convencê-lo, mas ele está irredutível.

(Dicionário inFormal)


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the longest road

19.08.13

the longest and the hardest one. it will only and always be the way to actually learn. as in make it a part of you, not only know about it. 

 

sim, é isto. isto e aprender com os outros. há uns anos atrás, creio que já comentei isto neste blog, fiquei muito zangada com um amigo que me disse que sozinha aprendia mal. ele tinha razão. mas eu também. ele tinha razão porque, como me explicou mais tarde, somos seres interdependentes e querer fazer tudo sozinhos só aumenta a dificuldade do caminho. e...eu também tinha razão, porque, por mais voltas que se dê à vida, as nossas mágoas, alegrias e tristezas, por mais que partilhadas, explicadas e vividas ao lado de alguém, são única e exclusivamente nossas. ninguém as sente como nós, ninguém as racionaliza como nós. porque nós somos únicos. uma amálgama de tudo aquilo que já vivemos, sonhámos, desejámos e até, perdemos! 

 

tenho andando às voltas com uma série de questões, e tinha chegado a uma espécie de conclusão. entre outras coisas descobri que estava errada. (CLARO!!!!! lá haverá maneira de eu algum dia estar certa?!?). persistia numa situação, em querer determinadas coisas daquela maneira e pura e simplesmente não me apercebia de algumas outras. é sim, sim, é isso. como aquilo que dizem dos burros, só sabem fazer um caminho....pois eu também só sei fazer um caminho. digo, sei fazer vários, felizmente, mas emburriquei! só fazia sempre o mesmo caminho. e acreditem ou não, até sou uma mulher com capacidades para chegar ao mesmo local fazendo vários caminhos. pior! quando por exemplo o meu filho mudou de escola, não descansei enquanto não aprendi 4 ou 5 maneiras diferentes de lá chegar. mas, noutras coisas da vida, pareço ter ficado, a certa altura, paralisada. completamente incapaz de ver. cega!

 

bom, este post é uma espécie de mea culpa, é verdade, mas também tenho que dizer o seguinte: não vi porque ainda não tinha chegado o momento de ver. de ter a paz de espirito e o recuo suficientes para ver. embrenhada que estava a ver outras coisas não menos importantes. poderia ser muito mais clara, usar um vocabulário mais rico e específico...pois podia. mas não o faço propositadamente. no entanto, vi muitas coisas, sofri com elas, olhei para elas de mais longe, consegui afastar-me delas e perceber não só que aconteciam, de maneira independente de mim, mas também porque aconteciam. e então, achei que tinha obrigação de resolver isso! (Estão a ver como consigo ser mais clara??!) :-)

 

agora, acho que tenho apenas uma coisa a fazer: o meu caminho até ao fim. sim, isso, o meu. desenganem-se, não o vou fazer sozinha! mas percebi finalmente que mudando (aquela minha atitude, que afinal tenho e não quero confessar, aquele pre-conceito que digo não ter, etc, etc, etc...) chegarei lá. isto não quer dizer que desista de nada! antes pelo contrário, quer dizer que estou a abrir outros caminhos para chegar ao mesmo objectivo. ah! haja gente casmurra! ou então haja sentimentos que vêm tão lá de dentro e são de tal forma profundos que nos é mais fácil mudar a nossa forma de encarar o mundo do que apagá-los! sim, mudar o que pode ser mudado, aceitar o que não pode... parece frase-feita, não é? e é. mas isto é parte, e apenas parte do caminho,do meu caminho. 

 

não fui nada clara e tenho no entanto a certeza que este é um daqueles textos que vos farão pensar profudamente em algumas coisas vossas. será por alguma razão. tal como será por alguma razão que me preparo para dar uma volta tremenda à minha vida profissional! uma volta de tal ordem grande que serei obrigada a escolher entre mim e o mundo! digam lá que eu não gosto de desafios?! que gosto é da vida fácil e tal e de ter tudo arrumadinho sempre, de emprego certinho e tal e de ter uma vidinha tradicionalmente arrumada! eu não! eu coloco logo as coisas ao nível cosmico, qual escolher entre o emprego da direita e o emprego da esquerda! venham desafios dignos desse nome!

 

 

eu sou é maluca, isso é que é! mas sou uma maluca feliz! uma maluca feliz e, devo dizer-vos, quando olho para mim, que gosto muito de quem vejo. tem defeitos? bué!!!!!! tem consciência deles? cada vez mais! e todos os dias faz o que pode para ser melhor, ainda que quase nada, que no anterior. e depois há aqueles dias em que não faço nada disso e querem saber que mais? it also feels damn good! e nesses dias, naqueles em que me deixo levar em vez de guiar o barco, aqueles que são como domingos à tarde...pasmem-se: também gosto muito de mim!  

 

 

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rendida! estou...completamente!

16.08.13

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sobre estados de alma e outras insignificâncias... :)

"If you are lucky enough to find a way of life that you love you have to find the courage to live it."
John Irving



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Curiosity killed the cat...

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No luxury and no comfort, no delight and no pleasure, no new liberty and no new discovery, no praise and no flattery, which we may enjoy on our journey, will mean anything to us if we have forgotten the purpose of our travels, and the end of our labours (Isaiah Berlin)


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