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desmedidamente

16.11.13

ou não amar de todo. é assim e só assim que eu entedo o Amor. serei a última grande romântica? uma tola que acredita em contos de fada? serei porventura tudo isso mas pelo menos, eu, do alto do meu metro e setenta não minto e não me minto: eu quero alguém com quem partilhar os meus dias, os bons e os maus, com quem aprender, descobrir, ensinar, crescer, e ao fim do dia, adormecer. e nem tem que ser ninguém do outro mundo, basta que acredite, como eu, que o caminho se faz caminhando e que cada dia vale por si. e que viver plenamente é cuidar que o dia seguinte seja um pouco melhor do que o hoje. isso é mudar o mundo e não é tarefa para todos nem qualquer um. é isto que eu quero. 

 

tu não? ok...! 

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um atraso de pelo menos 20 anos!

05.11.13

nem calculam o que isto me dói/irrita! 

 

quando vejo miúdos de 20 anos fazer/dizer/viver coisas que eu aos 40 estou (41, perdão) apenas a começar a decifrar, fico triste. triste, irritada, sinto-me impotente! queria mudar o passado e sei que não posso.  que ninguém pode! por mais que faça, vou ter demorado sempre mais vinte anos do que esta gente a descobrir coisas tão simples e desejo muito ser capaz de passar ao meu filho, como suponho que os pais lhes tenham passado a eles, algo mais/melhor do que o que me passaram a mim. não culpo, apenas desejo fazer melhor. 

 

como raios cheguei eu até aos 40 anos sem ter percebido que a cada escolha, independentemente da escolha, fechamos a porta a outras escolhas, que quem ama cuida e cuida sempre, aconteça o que acontecer, que a vida deve ser movida pela paixão todos os dias e não apenas ( e não sobretudo) por aquilo que acham(os) que está certo! que nos fazem crer que é o acertado, o melhor a fazer, que a única pessoa nesta vida a quem devemos querer agradar é a nós-próprios e que, se cá dentro, naquele lugar pequeno e potente (é como o n0vo Skip...) há algo que reage quando somos confrontados com determinadas situações, escolhas, etc, é esse palpite, hunch, feeling ou sexto-sentido, chamem-lhe o que quiserem que devemos dar ouvidos, fechando-nos aos assaltos dos gritos dos outros e do querermos fazer bem, como os outros e do querer ser/ter, como os outros. 

 

eu não sou senão eu-mesma e é apenas comigo que me deito e levanto e a mim, apenas, que devo devoção e respeito. ...quem diria?! eu afinal até sabia bem disto aos vinte anos...antes de, como dizem e muito bem, me disciplinar(em)... espero e desejo que estes a quem me refiro, não se esqueçam...seja qual for o caminho e por mais que o armadilhem. 

 

 

 

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amigos

28.08.13

sim, é verdade. 

gosto muito dos meus amigos. muito mesmo. e sim, também é verdade que há posts que só são visiveis para os meus amigos. porquê? porque, se bem que nos expomos diariamente, na rua, em locais públicos, a nível profissional, etc, se bem que exponha aqui parte da minha vida, a verdade é que é parte e só isso. aquilo que todos conseguem ver, é quase como aquelas conversas que acontecem por vezes num banco de jardim, na esplanada, numa fila qualquer de espera, sei lá. sabe bem de repente falar de um assunto, muitas vezes rebatido até à exaustão com as nossas pessoas e para o qual não se encontra solução, e obter uma resposta fresca, uma visão distante e por vezes muito mais abrangente o que nos obriga, ou faz, ou ajuda a rever a nossa posição. 

 

sim, também é verdade que se não fomentar o comentário, e não o faço, não ando de blog em blog a comentar na esperança/desejo de receber comentários de volta, terei menos retorno. porque este LazyDays é uma espécie de diário de bordo da grande aventura da minha vida e é escrito por e para mim. porque é que então, o tornei público? porque se os meus devaneios, loucuras, desejos, anseios, aprendizagens, lágrimas, alegrias e sorrisos fizerem eco em alguém ou se alguém encontrar aqui, por uma vez que seja, algo que lhe desperte um sorriso, ou uma lágrima, terei tocado uma alma com a minha vida e isso, meus amigos, meus leitores, não tem preço. 

 

porque amigos, amigos verdadeiros, são uma coisa rara, reservo-lhes a tempo inteiro o melhor de mim. porque conviver é uma coisa complicada, procuro praticar, todos os dias, o Amor. Amor para ouvir, Amor para falar, Amor, amizade,  carinho e ternura, para fazer da vida uma muito maior, mais gratificante e deliciosa grande aventura. 

 

 

 

 

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calma

31.07.13

achava que era uma coisa inerente à pessoa. assim como ter olhos azuis ou ser-se canhoto, vá. afinal não é! a calma, este tipo de calma que sinto hoje, sei de onde provém. Porvém da certeza. Não é curioso? durante imenso tempo deixei que a vida de outras pessoas entrasse pela minha e me roubasse o ar, o sorriso, a calma, a concentração e por mais que tentasse não encontrava este equilíbrio. sim. certezas e equilíbrio são as bases. seguidas de amar e acreditar. 

 

reencontrei o meu caminho, sei para onde vou a nível pessoal e profissional e isso dá-me certezas, no meio deste mundo incerto. certezas suficientes para avançar com um sorriso. a minha casa, o meu espaço, ainda que se vá compondo aos pouco, proporciona-me uma segurança que me permite balançar sem cair e, ao mesmo tempo, faz-me agarrar as oportunidades para manter e melhorar o que consegui até aqui. e é este saber que posso pisar sem cair que me faz avançar serenamente. 

 

amar e acreditar. aqui as coisas podiam complicar-se. e eu resolvi descomplicá-las. amar, já amo. amo muita gente e de muitas maneiras diferentes. conheço todas as pessoas de que gosto muito bem? não! as pessoas de que gosto, as que nunca me desiludiram, vão fazê-lo um dia. simplesmente porque o potencial que eu vejo nelas pode nunca se realizar por inteiro (a meu entender, claro) e eles podem não chegar aonde eu achei que iriam chegar. e tudo isto porque eu insisto(ia) em ver as pessoas e esperar coisas delas. coisas que, por vezes, nem elas tinham consciência que se pudesse esperar delas! depois ficava triste, irritada, zangada e culpava a pessoa eternamente por não ter sido tão "perfeita" quanto eu a tinha pintado. pronto. mudei isto.  ou fui mudando, à força, porque a vida me obrigou a perceber que amar, é acima de tudo, aceitar. aceitar o outro, não pelo potencial que vemos nele, mas pela pessoa que vemos. como escrevia alguém noutro sítio um dia destes, se aceitamos os nossos amigos com falhas e defeitos, porque é que não aceitamos isso nos nossos próximos? porque queremos que quem nos está perto seja muito mas muito melhor do que é. só isso. é por bem. mas estamos a fazer tudo mal! 

 

acreditar, é fácil. ou melhor, é muito fácil dizer que se acredita. agora acreditar mesmo, a sério, lá do fundo, de alma e corpo e coração....ok, nem eu consigo! nem sempre. mas esforço-me. esforço-me todos os dias para que no seguinte me seja um pouco mais fácil que neste. porquê? porque só tenho duas hipoteses. acreditar ou não acreditar. e não acreditar é fechar portas definitivamente e eu não quero fazer isso. portanto, se quiserem digam que apenas dou o benefício da dúvida, mas até para isso é preciso ter coragem. sobretudo se já nos magoaram, sobretudo se a mesma pessoa está novamente em posição de nos magoar. certo? certo! (I'm right most of the time! e sou a modéstia em pessoa!) se eu sei que mudei e aprendi ao longo do tempo e não acreditar que o mesmo possa ser verdade para a outra pessoa, então deverei rever o que escrevo, penso e sinto com alguma preocupação, porque não sou melhor nem pior do que ninguém e, se eu aprendi, o outro também aprende! é ingenuidade voltar a acreditar, dar outra oportunidade? será?? não será antes aceitar simplesmente que a outra pessoa me pode voltar a magoar porque eu vou de coração aberto, e mãos viradas para cima, sem nós presos onde quer que seja e disposta a aceitar a outra pessoa e tudo o que venha dali sem julgar à partida que tudo sera feito em função de me atingir? verdade verdadinha, não sou tão importante assim! a outra pessoa tem mais que fazer na vida do que mexer-se apenas para me magoar. quem sabe, se calhar até tem uma vida, digna desse nome, com tudo aquilo que uma boa vida deve ter e, eu, recusando que isso possa ser verdade, sou quem me está a expor a ver, ouvir e sentir coisas que me magoam, me ferem, me atingem sem que no entanto tenham sido dirigidas a mim!

 

pois é, eu perco-me! mas é simples, acreditar é acreditar que as outras pessoas estão na minha vida por alguma razão e que muitas vezes o que levamos a peito (take personally) não era para nós mas quisemos que fosse! e assim o outro é sempre culpado do mal que nos sentimos. cansei de ter peninha de mim. amo, amei, amarei sempre. sofri, sofrirei e voltarei a sofrer por amor. por amizade. por egoismo. por distração. ou porque só assim se aprende e se valoriza o que se tem (ou teve) e se trata melhor de quem está em vez de suspirar por quem foi ou quem há-de vir! 

 

assim em jeito de resumo: calma e equilibrio (que vêm de dentro) conseguem-se amando e acreditando em nós e também nos outros. não desistindo de viver, nunca deixando de sonhar e acima de tudo, sendo apaixonados pela pessoa que somos e pelas que nos são queridas! 

 

 

Ah! esquecia-me: esta calma interior provém também de uma intensa actividade exterior. Cursos, Passeios, leituras, jantares, trabalho, visitas, aprender, dormir, praia, mar, esplanadas, esplanadas, esplanadas, limpar a casa, cozinhar, e sorrir! 

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a ti!

23.07.13

minha maior façanha e meu grande orgulho desejo que todos os dias sintas o amor, a felicidade e orgulho que sentias neste momento. Lembra-te que os ramos fazem parte da árvore, e que apesar de pequenos e finos, suportados pelo tronco, são eles que enriquecem a vida com a sombra, a fruta e a beleza. 

 

Voa, meu ramo, voa! E sorri sempre! 

 

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Omenatge

18.06.13

 

 

Há momentos em que é preciso fazer apenas isto: observar, respirar fundo e agradecer a simplicidade com que a vida nos troca as voltas, colocando no nosso caminho coisas e pessoas que farão com que a nossa vida mude para sempre no sopro de um segundo.

 

 

Já fora de horas fui “raptada” para um lanche. Entrei pela primeira vez numa casa na qual fui recebida como família, sem cerimónias e no entanto, com muito respeito. O dono da casa deixou as formigas andarem às voltas, põe mesa, tira mesa, fazendo um comentário ocasional,  quase sempre em tom de brincadeira. E sentou-se à mesa connosco. Quando acalmou o rebuliço usual, do passa-me o leite, a manteiga, por favor, bebes café a esta hora? e afins, simplesmente, abriu um livro e leu, pausadamente um poema curto e belo que falava, claro, de amor.

 

Depois disso, queixou-se que quem tinha levado o pão se tinha atrasado muito! Tanto que o pão já estava frio! No meio da gargalhada geral (começámos a lanchar depois da meia-noite) não pude deixar de pensar o seguinte “ haverá forma maior de honrar um filho poeta, haverá melhor maneira de dizer o imenso orgulho que se tem nele, haverá maneira mais simples e grandiosa de dizer amor e partilhar esse sentimento do que esta?”

 

E soube que, da mesma maneira que a beleza do gesto me marcou para sempre queria guardar, fora de mim, o registo desta família, unida, feliz, amorosa para tudo e todos que me acolheu, assim, inesperadamente e partilhou comigo a mesa e, sobretudo, a sabedoria do amor imenso que faz crescer crianças e adultos, em sabedoria e felicidade.

 

 

 

 

 

homenagem 
(provençal homenatge

s. f.

1. [História]  Juramento de fidelidade que prestava ao soberano o vassalo que recebia feudo.

2. Demonstração de veneração e respeito. = PREITO

(in Priberam)

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Primeiro Domingo de Maio

05.05.13

 

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sobre estados de alma e outras insignificâncias... :)

"If you are lucky enough to find a way of life that you love you have to find the courage to live it."
John Irving



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