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Notas soltas à esquina dos 44

04.10.16

Ainda não sei qual o meu propósito na vida, se é que há um propósito para a minha vida. Talvez aos 45...

 

A família, a minha família, é felizmente maior do que os laços de sangue indicam. E é, na maioria das vezes, na família que escolhi que encontro suporte e conforto. E alike minds. 

 

Sou mãe como sou pessoa: tenho uma certeza inabalável de que tudo vai correr bem. Por vezes esqueço-me de coisas, preocupo-me com disparates, zango-me e grito e desbarato. Tenho um filho lindo, com bom coração e bons princípios, parece-me. O miúdo é algo egocentrico e um tanto ensimesmado...eu também. Umas ensinam-se outras aprendem-se. Algumas correm-nos nas veias. Poderia fazer melhor? 

 

Quando cheguei aos 35 anos, larguei tudo: emprego seguro, vila pacata, família. O importante não era o dinheiro; era a satisfação, o gozo de fazer algo que me preenchesse, o desafio. Aos 44, se tivesse oportunidade de escolher, ia pelo dinheiro. É com ele que se fazem as coisas que nos dão prazer, e todas as necessárias. 

 

Se olhar de cima, vejo-me como uma mulher interessante: minimamente culta, divertida, (ir)responsável, independente, (des)complicada. Se alargar o olhar, sou uma girafa dentro de um charco com patos...I don't belong here... 

 

São as trivialidades diárias que mais me pesam. As repetições. Lavar. Arrumar. Todos os dias. Sempre as mesmas coisas. Os horários que me são impostos. Repetir vezes sem conta. 

 

 O que mais me cansa são as tensões, indecisões, pescadinhas de rabo-na-boca, as queixinhas nha-nha-nha e gente que chora de barriga atulhada! 

 

Não sei em que acredito nem se de facto acredito em alguma coisa. Acredito na influência da lua, dos elementos da natureza. Numa força que mantém inteiro o universo como o entendemos. No poder da fé (não, a fé não é uma coisa de religiões). 

 

Não acredito que todos os seres humanos são bons. Há pessoas más. 

 

Parece-me, às vezes, que atravesso a vida numa espécie de dormência. Há dentro da minha cabeça mil mundos dos quais me alimento enquanto faço por ignorar as realidades deste mundo: a maldade, a vaidade, o estado das nações. 

 

Já não escrevo poesia há anos! 

 

Ainda sonho com "aquele" homem. Mas à medida que o tempo passa, refina-se-me o gosto e diminui-se-me a capacidade de aceitação. A coerência é requisito fundamental e a maioria traz no corpo e na alma o caos. Para arrumar basta-me a minha casa, obrigada. 

 

I need to constantly ground myself: my mind flies too easily away from the present, creating such a wonderful future...in my mind, only! Ainda preciso de aprender a trabalhar no agora para criar esse maravilhoso futuro.

 

Detesto estar sozinha, acho que a vida é para ser partilhada, vivida numa cúmplicidade intricada. Adoro estar só e liberta dos constrangimentos inerentes a um relacionamento. Dicotomia, dicotomia...

 

"some call it magik" não passa de um sonho, se o pudesse materializar agora, nenhum detalhe ou pormenor lhe faltariam. Mas já não sei se terei a força necessária para o fazer acontecer. 

 

A confiança em si, l'aplomb para os franceses, poise para os ingleses, é frequentemente confundida com arrogância. Vivo rodeada de gente pequenina cujas próprias vidas não lhes chegam...e de gente maravilhosa cuja beleza me passa ao lado por viver tão frequentemente dentro de mim. 

 

Happy Birthday to me! 

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Well...hello!

01.07.16

Tenho andado muito atarefada! Vida de desempregada dá tanto trabalho! E dá, felizmente, bons trabalhos; ou seja, arranjei finalmente um emprego à minha medida e as coisas estão a correr muito bem. Trabalho para uma empresa francesa e tenho, mais do que horários, trabalho que tem que ser feito. E isso agrada-me. Muito. Também vou ter que dar umas voltas pelo país, o que também não me desagrada nada....Em resumo: há coisas chatas que acontecem na nossa vida e, por vezes, dessas coisas chatas, podem nascer coisas muito boas! 

 

Tenho andado ausente do blog, mas não só por causa dos empregos/desempregos. Tem sido também porque o dito tem tido algumas visitas recorrentes com quem não me apetece partilhar a minha vidinha...mas pronto. Um dia destes habituo-me de vez a certas presenças e deixo de dar por elas ou deixo de me importar com as tais visitas e "prontos"! Um dia destes, certamente. Mas não hoje. Seja como for, hoje estou em modo "bohème" e lembrei-me desta música que me sabe sempre tão mas tão tão bem! 

 

E aqui fica um brinde à vida e ao bom tempo! 

 

 

 

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O lobo, again

29.05.16

Porque é uma música tonta (tão tonta como a maioria das músicas Norte-americanas que trauteamos sem parar e sem pensar muito no texto) mas que me faz sonhar e sorrir, logo, é uma coisa boa! 

 

 

Obrigada Ténis Bar, e bom Domingo para todos os românticos, os nada românticos e os outros! 

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ironias do destino

16.05.16

mulheres.jpeg

 

 

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outstandig

02.03.16

outstanding.jpg

 

e é isto! :) 

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sobre estados de alma e outras insignificâncias... :)

"If you are lucky enough to find a way of life that you love you have to find the courage to live it."
John Irving



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No luxury and no comfort, no delight and no pleasure, no new liberty and no new discovery, no praise and no flattery, which we may enjoy on our journey, will mean anything to us if we have forgotten the purpose of our travels, and the end of our labours (Isaiah Berlin)


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