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descobri

26.11.13

que nem sempre o que nos parece mau traz um mau resultado, que é mesmo uma questão de nível (qualidade), não de classes, que sou muito rápida a julgar os outros mas, também, que não censuro ou condeno; julgo ou avalio com as medidas que tenho e não sinto a necessidade imperiosa de gritar a quem quer que seja que está a fazer isto ou aquilo mal; cada qual sabe de si. descobri que invejo certas coisas, sem saber o que está por detrás delas e que tenho saudades de algumas pessoas. descobri que é possível viver sem tudo ou com quase nada, mas que o dinheiro (ter asseguradas as despesas básicas e algum conforto) traz uma calma diferente à vida: é mais fácil ser-se atencioso e generoso, é mais fácil ter atitudes altruistas ou simplesmente corteses quando não estamos constantemente à procura de uma solução para resolver um problema básico. descobri também que neste país impera o "não sei". ninguém sabe de nada e nem quer saber. e é assim que andamos, ao sabor de gente que se está nas tintas, por mais que lhe cortem o salário, porque há ainda o suficiente para tudo e, se porventura faltar, haverá gente sobre quem descontar a frustração, a raiva e a impotência, tendo comportamentos absolutamente grotescos e que só por si deveriam dar azo a um processo disciplinar, mas não dão, e ficam os de sempre, contritos, à espera de um pedido de desculpas que jamais virá. descobri que, de mãos dadas o caminho é mais leve. não que os obstáculos se diluam, mas sim porque, para saltar por cima de cada um deles, é mais fácil ter uma mão que apoia a nossa. descobri que avalio os outros pela escrita. como dizem, mais do que aquilo que dizem, porque se pode falar de "tretas com m" com requinte e brilhantismo, havendo inteligência. optei por não ter corrector ortográfico neste blog e passo um pouco por cima das regras, mas venho muitas vezes editar textos com gralhas, para as corrigir: descobri que afinal sou, perfeccionista. descobri que nada mas nada mesmo vale um acordar carinhoso e começar o dia a dizer "gosto tanto de ti!" a alguém. que grito por coisas insignificantes e fico magoada em silêncio com as coisas grandes. descobri que sou imperfeita, incompleta, impaciente, que tenho talento para dar e vender e medo de o admitir e de seguir o caminho do sonho, descobri que sou esforçada, procuro soluções e nunca baixo os braços, mas que nem sempre estou a nadar na direcção que deveria, gastando energia e tempo a lutar contra uma corrente que jamais me deixará vencer. ou seja, descobri que sou teimosa. e sim, descobri que com tudo isto, gosto de quem sou, e de ter esta noção das falhas ou das coisas menos boas que me permite trabalhar para ser amanhã uma pessoa mais amorosa do que hoje. porque não duvidem: o caminho é o amor e, por mais comprido e difícil que seja, todo e qualquer caminho só nos leva a um sítio: AMOR.  

 

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"If you are lucky enough to find a way of life that you love you have to find the courage to live it."
John Irving



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No luxury and no comfort, no delight and no pleasure, no new liberty and no new discovery, no praise and no flattery, which we may enjoy on our journey, will mean anything to us if we have forgotten the purpose of our travels, and the end of our labours (Isaiah Berlin)

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