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processos

12.08.13

todos nós temos os nossos processos de amadurecimento de assuntos e tomadas de decisão. o meu passa por trazer tudo para cima da mesa. tudo aquilo que já senti, tudo aquilo que sinto, todas as informações que tenho sobre o assunto, todos os sentimentos que tenho em relação ao assunto. depois, tento separar factos, sentimentos e ressentimentos. depois, tento dividi-los entre positivos e negativos. e depois pesar, categoria a categoria, cada uma destas coisas. este não é de todo um processo fácil ou rápido, mas é o meu. não é um processo infalível, mas é o meu processo, aquele através do qual consigo chegar a conclusões. para isso, preciso voltar a colocar-me nas situações, senti-las como se as estivesse a viver agora, reagir-lhes e depois, conscientemente, mudar de perspectiva, saindo da mágoa e do desconforto pessoal e analisar as coisas à luz do amor que sinto pelo outro. não será perfeito. mas é o meu processo. não será imediato, terei que andar muito para trás e muito para a frente e rever muitas atitudes, pensamentos e sentimentos. mas este é o meu processo. e, porque esta é a minha vida, tem que demorar o tempo que for preciso. e tem que ser útil no final das contas. estou a fazer com tudo isto como fiz em relação à casa. limpar a fundo, ponderar muito bem o que é e não é tralha, o que vai ou não fazer parte, o que tem lugar e o que definitivamente já não cabe. e não, não estou a falar de pessoas. estou a falar de mim. de posicionamentos e atitudes, daquilo com que estou disposta a (con)viver e daquilo que já não quero viver nem sentir. situações que me constragem ou magoam, sentimentos negativos, sejam eles infundados ou não. não tem nada a ver com o que sinto. apenas com olhar para a realidade e decidir se quero ou não conviver com ela. ou melhor, se sou capaz de conviver com a realidade actual sem me magoar profundamente. não tem nada a ver com o Amor que sinto. nunca esteve em causa o sentimento ou a pessoa. são as circunstâncias...e eu sei que elas mudam. oh se sei! 

 

seja como for, este é um processo longo. que se quer definitivo. largar de vez o que não interessa é altamente doloroso. parece assim como se houvesse uma corda passada pelo meu peito, que me puxasse e apertasse tentando arrastar-me de volta de cada vez que tento afastar-me. tenho andado a pensar que talvez não se trate de um dos dois vencer, eu ou quem segura a corda, mas sim de alguém simplesmente desistir...de querer fugir...ou de puxar a corda...

 

quem sabe? 

 

 

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sobre estados de alma e outras insignificâncias... :)

"If you are lucky enough to find a way of life that you love you have to find the courage to live it."
John Irving



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