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Once upon a time

31.03.16

Era uma vez um cão chamado Flofis. Vivia na campagne da nuvem36, depois da Vila-dos-raios-de-treino, onde, ora espantem-se, havia acidentes todos os dias, e a Cidade Grande, cujas torres mais altas quase tocavam na nuvem37.

Em quase tudo, o Flofis era um típico cão das nuvens: branco, de pêlo comprido e macio, pequeno e traquina. Em quase tudo porque o Flofis era o melhor amigo da Florinetta. E, ser melhor amigo de alguém, numa nuvem, era digno de nota.

Todos os dias, a Florinetta trazia, na sua cesta de algodão, talos de aipo cozidos para partilhar com o Flofis. E todas as manhãs o Flofis dançava para a Florinetta sob o alpendre de gotas de luar. Todas as manhãs desde que ela o tinha encontrado ferido por um raio, caído à sombra de um trovão e o tinha curado com talos de aipo cozidos. Todos os dias, comiam aipo e ele dançava, e o ar voltava a encher-se daquele cheiro de Outono...

 

March 31"Once Upon a Time"
Write the beginning of a story that begins, "Once upon a time."
If you need some more of a nudge: include the following:
a girl named Florinetta; a dog with three legs; a swing; a porch: boiled celery; the air smelling of autumn.
GIANT GOLDEN BUDDHA

 

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hurray to me!

31.03.16

26 dias depois de nos termos mudado para a casa nova consegui, pela primeira vez, sentar-me no sofá. Ainda com energia para agarrar no laptop e ouvir música. Ah! Impõem-se: pão e queijo, azeitonas e um copo de vinho. 

Impõe-se também agradecer uma gentileza. 

Obrigada. 

 

Hip hip hip to me!

when-life-is-sweet.jpg

 

Well then, thank you and cheers!

 

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será loucura?

30.03.16

os dias passam lentos e ainda assim são curtos...nunca pensei que aqui houvesse "falta de tempo". mas as distâncias são grandes e apesar de ter o privilégio de ver nascer o sol quase todos os dias, passo a ponte sem tempo para parar e ficar ali, a ver o rio espreguiçar-se sob aquela carícia matinal, brilhante, imenso, a entrar dengosamente p'lo manto branco e dourado do mar...e eu a correr para o escritório quando só me apetecia ficar ali, até me doerem os olhos de tanto brilho!

hoje (e tantos outros dias) queria estar a fazer outras coisas, a avançar com projetos que nada têm que ver com o meu trabalho, estar mais perto de casa, não gastar todos os dias 1 hora a ir e vir. só a ir e vir, conduzir e mais nada. talvez tenha o filtro avariado e não consiga apreciar o facto de ver, por breves instantes este espetáculo grandioso todos os dias, talvez devesse valorizar mais o facto de ter emprego quando tanta gente não tem, talvez pudesse acordar mais cedo e parar na ponte, talvez pudesse arranjar emprego mais perto de casa, de que gostasse mais, talvez, talvez, talvez...

 

sim, talvez. talvez eu seja ingrata, insensível e louca. mas só me apetece ter tempo para acordar devagar, acordar para trabalhar naquilo de que gosto, ter tempo para o T., deitar-me ao sol com as gatas, ler, escrever, beber chá a ver nascer o sol e cerveja (vá, meia cerveja) a ver o pôr-do-sol...e rir, muito. e adormecer feliz. 

 

querer viver assim? deve ser loucura, sim...

 

suncat.jpg

 In madness, I thought I was the most important person in the world. John Forbes Nash, Jr.
 

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da escrita

28.03.16

não sei se sei escrever. sei que já não sei escrever-me como antes. que muitos dos textos escritos aqui nunca passam de rascunhos. que a palavra solta e fácil nem sempre o é tanto assim. há dias em que me apetece escrever tantas outras coisas...não sei se perdi a capacidade de escrever ou uma parte de mim. ou talvez seja mesmo assim...

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Páscoa

28.03.16

Demos as voltas que dermos é um tempo de luz, de renovação. Celebrar a Páscoa é renascer na esperança, na fraternidade e no Amor. É, assim como o Ano Novo, uma oportunidade para renovar, reciclar, abrir mão do que já perdeu forma e sentido. É tempo de e para a família. 

Ok, é também, para muito boa gente, pretexto para uma escapadinha de 3 dias. E para mim, sempre, um tempo confuso. 

A obrigatoriedade da família, como no Natal, pesa-me. Acabo sempre por me confrontar com a diferença. E os diferentes somos nós, o T. e eu. Talvez vá sendo tempo de abrir mão de algumas tradições, como rumar a casa da minha  mãe sem a menor vontade. Talvez vá sendo tempo de, como dizia o T. "não ir sem sentido contrário". Se, dizia ele, os carros vão todos para o lado dos bons restaurantes e da praia num Domingo de Páscoa cheio de sol e calor, porque é que nós fazemos ao contrário?

Não sei. Ou prefiro dizer que não sei. Porque a verdade é que, por mais que me custe ir, sai-me muito mais caro não ir...

 

O melhor da Páscoa, são o tempo que o T. e eu passamos juntos a preparar lembranças para família e  amigos e o facto de só termos que voltar a reunir-nos todos no Natal! E a Primavera que se aproxima a passos largos! 

 

IMG_20160327_004704.jpg

 

"Algumas coisas são explicadas pela ciência, outras pela fé. A páscoa ou pessach é mais do que uma data, é mais do que ciência, é mais que fé, páscoa é amor." (Albert Einstein)

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Pingo Doce

24.03.16

Não sei se já vos tinha dito, mas gosto do Pingo Doce. 

 

Lembro-me do Pingo Doce selectivo, cheio de produtos importados. Aquele em que havia de certeza a carne de avestruz (oh novidade!), o lemon curd, as bolachas e o chocolate suiços. 

O Pingo Doce mudou. Mudou muito. E eu gosto do Pingo Doce. Algumas lojas parecem a feira da ladra, paletes no meio do caminho, corredores apertados, artigos desarrumados nas prateleiras. Outras parecem um M&S, tudo arrumadinho, bonito, brilhante. As lojas Pingo Doce são, elas também, biodiversas. 

Numas e noutras, no entanto, há sempre tudo. Raramente me deparei com rupturas de stock, e sim, estou a falar de artigos em promoção. Não me admiraria muito, com descontos de 50% em boas marcas que houvesse rupturas. Mas esta gestão é bem feita, seja a que hora do dia for, há produtos nas prateleiras.

Há um cuidado muito particular na escolha das embalagens da marca própria, seguindo o padrão, fugindo à regra. Inovar, em termos de adequação da embalagem, é difícil. É possível melhorar, é certo. Mas também não vejo que caiba a marcas "brancas" esse trabalho. Aquilo que considero que devem fazer, e aqui se faz bem, é usar a melhor/mais eficiente embalagem dentro do binoma qualidade/preço e torná-la apetecível. 

Tudo isto vem a propósito de quê? Da embalagem do chá Earl Grey que comprei ontem! Quem me conhece bem sabe que sou apaixonada por chá, que bebo diariamente EarlGrey (sim, importado) e que não perco oportunidade de gastar mais uns tostões em bons chás. (que muitas vezes consumo sozinha sendo que neste país prevalece a tradição do café)

No trabalho novo não tenho muitas condições para fazer chá e já tinha optado pelas saquetas. Ontem, quando vi a embalagem absolutamente deciciosa do chá Earl Grey Pingo Doce, apaixonei-me! Comprei logo várias e, fiquei cheia de vontade de dizer o quanto gosto desta empresa e do cuidado que põe nas coisas que faz, sejam elas embalagens, cartazes, promoções, anúncios ou revistas! 

 

Obrigada Pingo Doce. 

 

image1.JPG

 
 

 

 

“When tea becomes ritual, it takes its place at the heart of our ability to see greatness in small things. Where is beauty to be found? In great things that, like everything else, are doomed to die, or in small things that aspire to nothing, yet know how to set a jewel of infinity in a single moment?”Muriel Barbery, The Elegance of the Hedgehog

 

 

 

 

 

Nota: este não é um texto publicitário. Apenas quis partilhar uma opinião, baseada na minha reencontrada capacidade de apreciar as pequenas coisas boas da vida. 

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e agora?

23.03.16

agora foi em Bruxelas. Foi em Paris, foi na Síria, é. É uma questão que ultrapassa todas as fronteiras, inclusivé as da realidade. Da nossa realidade, de europeus pobres mas pacatos. "Aquela religião é um veneno, eles nascem para morrer", "os governos precisam tratar melhor essas pessoas". 

Sim. Precisam ser mais bem tratadas. Nos países de origem, nos países para onde se deslocaram. Há uma coisa que devemos a todo o ser humano. Todos. Sempre.

respect.jpg

 

 

Un étranger réclame non de l'amour et de l'amitié, mais du respect.
Citation de Tahar Ben Jelloun ; Le racisme expliqué à ma fille (1997)

 

 

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Falhas de comunicação

21.03.16

Sexta-feira. A minha amiga ligou-me. Várias vezes. O meu telefone nem tocou. O meu irmão ligou-me. 8 vezes. Estavam várias pessoas comigo, ninguém ouviu nada. Não há mercúrio retrógrado, apenas falhas na comunicação. Comigo. E com mais ninguém. E as pessoas ficaram preocupadas. 

 

Talvez seja demasiado ruído dentro da minha cabeça, como diz a Maria. Talvez seja o cansaço de 2 mudanças de casa no espaço de 2 meses, ou o facto de ter ainda, em todas as divisões, caixas e sacos por arrumar. Talvez o meu ouvido esteja selectivo ou talvez as pessoas estejam mal habituadas: ligam, eu atendo, mandam sms, eu respondo...tenho tido muito trabalho. Talvez seja apenas uma desculpa. A verdade? Vi as mensagens e não lhes respondi. Tinha outras coisas a fazer: ir buscar o T. que caiu no treino e não conseguia voltar para casa de bicicleta, comprar pão, fazer jantar. Deixei as mensagens para responder depois, os telefonemas para devolver depois, só queria chegar ao fim do meu dia e dormir.

 

No sábado, acordei atrasada, despachámo-nos a correr para o exame do T.. Saímos do exame atrasados para o almoço de aniversário da minha mãe. Ainda tentei devolver uma chamada pelo caminho mas não me atenderam.

Ontem à tarde, "obrigaram-m" a participar num pique-nique na praia. Apercebi-me finalmente do cansaço. Cansaço mental, nascido da desilusão. Cansaço físico. Cansaço. A tristeza de me sentir novamente num impasse. Um descontentamento que cresce. Não sei se tenho coragem para novas mudanças...Talvez o André tenha razão e a minha insatisfação seja eterna. 

É bom ter quem se preocupe connonosco. 

cansaco-desanimo.jpgacontece-me às vezes (...) um cansaço tão terrível da vida que não há  sequer hipotese de dominá-lo. 
Fernando Pessoa

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oh my busy lazy days!

18.03.16

sabem aqueles dias cinzentos e de chuva tonta e miudinha que só nos atrapalha a vida? hoje é um dia assim

e sabem aqueles dias em que a nossa cabeça fervilha de ideias, projectos e planos e nem percebemos o que se passa à nossa volta? hoje é um dia assim! 

e só me apetece chegar a casa, instalar-me no sofá mais próximo do lume, agarrar no portátil e escrever, escrever, escrever...

lazyrainyafternoon.jpg

 

 
Ambition is a poor excuse for not having sense enough to be lazy.
Milan Kundera

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l'aisance

16.03.16

m'attire comme la lumière attire les papillons de nuit. Cette sûreté de gestes, la confiance en soi qui se dégage de quelqu'un qui sait où il (elle) est dans la vie, les gestes fermes et décontractés, la posture, tout mais absolumment tout me fait tourner la tête en admiration. Si, à cette aisance ou ajoute un goût sûr, un brin d'élégance, je fonds! et voilá ce qui m'est arrivé, du néant, ce samedi, lors des funerailles  de Mr Jan. 

 

Confiance-en-soi-niveau-daisance.jpg

Michel Strogoff avait le tempérament de l’homme décidé, qui prend rapidement son parti, qui ne se ronge pas les ongles dans l’incertitude, qui ne se gratte pas l’oreille dans le doute, qui ne piétine pas dans l’indécision. Sobre de gestes comme de paroles, il savait rester immobile comme un soldat devant son supérieur ; mais, lorsqu’il marchait, son allure dénotait une grande aisance, une remarquable netteté de mouvements, — ce qui prouvait à la fois la confiance et la volonté vivace de son esprit.
Michel Strogoff
[ Jules Verne ]

 

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sobre estados de alma e outras insignificâncias... :)

"If you are lucky enough to find a way of life that you love you have to find the courage to live it."
John Irving



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No luxury and no comfort, no delight and no pleasure, no new liberty and no new discovery, no praise and no flattery, which we may enjoy on our journey, will mean anything to us if we have forgotten the purpose of our travels, and the end of our labours (Isaiah Berlin)

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