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calma

31.07.13

achava que era uma coisa inerente à pessoa. assim como ter olhos azuis ou ser-se canhoto, vá. afinal não é! a calma, este tipo de calma que sinto hoje, sei de onde provém. Porvém da certeza. Não é curioso? durante imenso tempo deixei que a vida de outras pessoas entrasse pela minha e me roubasse o ar, o sorriso, a calma, a concentração e por mais que tentasse não encontrava este equilíbrio. sim. certezas e equilíbrio são as bases. seguidas de amar e acreditar. 

 

reencontrei o meu caminho, sei para onde vou a nível pessoal e profissional e isso dá-me certezas, no meio deste mundo incerto. certezas suficientes para avançar com um sorriso. a minha casa, o meu espaço, ainda que se vá compondo aos pouco, proporciona-me uma segurança que me permite balançar sem cair e, ao mesmo tempo, faz-me agarrar as oportunidades para manter e melhorar o que consegui até aqui. e é este saber que posso pisar sem cair que me faz avançar serenamente. 

 

amar e acreditar. aqui as coisas podiam complicar-se. e eu resolvi descomplicá-las. amar, já amo. amo muita gente e de muitas maneiras diferentes. conheço todas as pessoas de que gosto muito bem? não! as pessoas de que gosto, as que nunca me desiludiram, vão fazê-lo um dia. simplesmente porque o potencial que eu vejo nelas pode nunca se realizar por inteiro (a meu entender, claro) e eles podem não chegar aonde eu achei que iriam chegar. e tudo isto porque eu insisto(ia) em ver as pessoas e esperar coisas delas. coisas que, por vezes, nem elas tinham consciência que se pudesse esperar delas! depois ficava triste, irritada, zangada e culpava a pessoa eternamente por não ter sido tão "perfeita" quanto eu a tinha pintado. pronto. mudei isto.  ou fui mudando, à força, porque a vida me obrigou a perceber que amar, é acima de tudo, aceitar. aceitar o outro, não pelo potencial que vemos nele, mas pela pessoa que vemos. como escrevia alguém noutro sítio um dia destes, se aceitamos os nossos amigos com falhas e defeitos, porque é que não aceitamos isso nos nossos próximos? porque queremos que quem nos está perto seja muito mas muito melhor do que é. só isso. é por bem. mas estamos a fazer tudo mal! 

 

acreditar, é fácil. ou melhor, é muito fácil dizer que se acredita. agora acreditar mesmo, a sério, lá do fundo, de alma e corpo e coração....ok, nem eu consigo! nem sempre. mas esforço-me. esforço-me todos os dias para que no seguinte me seja um pouco mais fácil que neste. porquê? porque só tenho duas hipoteses. acreditar ou não acreditar. e não acreditar é fechar portas definitivamente e eu não quero fazer isso. portanto, se quiserem digam que apenas dou o benefício da dúvida, mas até para isso é preciso ter coragem. sobretudo se já nos magoaram, sobretudo se a mesma pessoa está novamente em posição de nos magoar. certo? certo! (I'm right most of the time! e sou a modéstia em pessoa!) se eu sei que mudei e aprendi ao longo do tempo e não acreditar que o mesmo possa ser verdade para a outra pessoa, então deverei rever o que escrevo, penso e sinto com alguma preocupação, porque não sou melhor nem pior do que ninguém e, se eu aprendi, o outro também aprende! é ingenuidade voltar a acreditar, dar outra oportunidade? será?? não será antes aceitar simplesmente que a outra pessoa me pode voltar a magoar porque eu vou de coração aberto, e mãos viradas para cima, sem nós presos onde quer que seja e disposta a aceitar a outra pessoa e tudo o que venha dali sem julgar à partida que tudo sera feito em função de me atingir? verdade verdadinha, não sou tão importante assim! a outra pessoa tem mais que fazer na vida do que mexer-se apenas para me magoar. quem sabe, se calhar até tem uma vida, digna desse nome, com tudo aquilo que uma boa vida deve ter e, eu, recusando que isso possa ser verdade, sou quem me está a expor a ver, ouvir e sentir coisas que me magoam, me ferem, me atingem sem que no entanto tenham sido dirigidas a mim!

 

pois é, eu perco-me! mas é simples, acreditar é acreditar que as outras pessoas estão na minha vida por alguma razão e que muitas vezes o que levamos a peito (take personally) não era para nós mas quisemos que fosse! e assim o outro é sempre culpado do mal que nos sentimos. cansei de ter peninha de mim. amo, amei, amarei sempre. sofri, sofrirei e voltarei a sofrer por amor. por amizade. por egoismo. por distração. ou porque só assim se aprende e se valoriza o que se tem (ou teve) e se trata melhor de quem está em vez de suspirar por quem foi ou quem há-de vir! 

 

assim em jeito de resumo: calma e equilibrio (que vêm de dentro) conseguem-se amando e acreditando em nós e também nos outros. não desistindo de viver, nunca deixando de sonhar e acima de tudo, sendo apaixonados pela pessoa que somos e pelas que nos são queridas! 

 

 

Ah! esquecia-me: esta calma interior provém também de uma intensa actividade exterior. Cursos, Passeios, leituras, jantares, trabalho, visitas, aprender, dormir, praia, mar, esplanadas, esplanadas, esplanadas, limpar a casa, cozinhar, e sorrir! 

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31.07

31.07.13

há coisas que dinheiro nenhum pode comprar. 

o saber-estar, por exemplo. 

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o amor acontece

30.07.13

e o relacionamento constrói-se. sim. o amor que acontece não garante, no entanto, que a relação se construa sem problemas. ou sequer que se consiga ou saiba construir um relacionamento. amor na base, é melhor que não haver amor à partida? não tenho resposta. conheço relacionamentos que duram há muitos anos, baseados no compromisso, conheço relacionamentos baseados no Amor que se desfazem amargamente, se é que se chegam a fazer. conheço gente que se casou porque era isso que se esperava depois de um longo namoro, e estão felizes juntos ou, pelo menos, nunca questionaram o relacionamento que têm, nunca o compararam, nunca lhes passou pela cabeça separar-se. sei de casamentos que duraram três meses, os ainda-noivos sairam dessa relação directamente para outras, sem período de descanso ou luto (como dizem os psi) e essas segundas relações são sólidas, baseadas em amor e, vontade de "fazer caminho juntos". Algumas destas relações, devo dizer, evoluem em moldes bastante afastados do relacionamento tradicional. Outras estão no limiar da "normalidade". uma coisa é certa: os relacionamentos que "funcionam" são os que têm uma dinâmica própria. se faz sentido ou não aos olhares alheios? a verdade é que alguns não fazem e uma verdade maior é que ninguém tem rigorosamente nada a ver com isso. como diz o MEC, o relacionamento é uma terceira entidade, entre as duas pessoas iniciais que tem vida e vontade própria! se se pensar nessa terceira entidade como algo alheio, em vez de ser parte, muito provavelmente, por uma questão de sobrevivência, se fará de tudo para aniquilar essa terceira entidade que se "intromete" entre os dois, sem se ter noção de que, cada um dos dois contribuiu com metade de tudo para essa vida e que, matar essa terceira entidade, é matar metade do que se sente pelo outro. e se cada um mata metade de seu lado...a sorte, mesmo, é que o Amor existe. e resiste a TUDO! 

 

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30.07

30.07.13

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ai as cerejas!

29.07.13

Diz-que as palavras são como as cerejas, não é? que uma atrás da outra se transformam em conversas e estas nunca mais têm fim. 

 

Hoje é um dia especial, para mim. Porque sim. E por isso, gostava de partilhar convosco duas excelentes receitas indispensávéis para um verão cheio de cor, de sabor e de alegria. 

 

Uma delas, a primeira é fácil, muito fácil embora sempre polémica! Sim, o Clafoutis aux cerises está envolto na eterna polémica "avec ou sans noyaux". Pessoalmente, prefiro o bolo sem caroços no entanto, reconheço que as cerejas descaroçadas se desfazem mais, o bolo fica mais húmido mas também fica menos bonito. Seja como for, aqui fica a minha receita original:

 

Clafoutis aux Cerises

-600g de cerises entières
-2 gros oeufs
-120g de sucre
-100g de farine
-330ml de lait entier
-25g de beurre (pour beurrer le plat)

Préchauffer le four à 200°C.
Laver soigneusement les cerises.
(Si l'on choisit de les dénoyauter, on peut utiliser un dénoyauteur à cerises automatique. Plus pratique!)
Préparer l'appareil à clafoutis. Mélanger les oeufs, la farine et le sucre dans un récipient.
Bien homogénéiser au fouet, puis ajouter le lait.
Beurrer le plat pour un démoulage plus aisé par la suite.
Mettre les cerises entières ou dénoyautées dans un plat allant au four.
Verser la pâte sur les cerises.
Mettre au four 35 minutes à 200°C.

 

Versão Suisse Romande

-600g de cerises dénoyautées
-2 gros oeufs
-350ml de crème liquide entière
-50g de poudre d'amandes
-90g de maïzena
-125g de sucre glace
-une pointe de couteau de vanille en poudre
-25g de beurre fondu + 25g pour beurrer le plat

Delicioso, também e muito mas muito mais rico!
Prepara-se como o anterior e o tempo de cozedura é idêntico.

 

 

Receita em Português, podem ver esta versão, que como tudo o que já fiz deste blog, é uma perfeição! 

 

 

 

A segunda receita que quero partilhar convosco é esta: arranjem uma amiga, não tem que ser uma amiga antiga, de há anos, que conhece a vossa vida de cor! Uma amiga de confiança, sim, e para isso, bem o sabemos, basta deixar trabalhar a intuição e o coração, e procurem uma esplanada simpática. Se querem mesmo saber, a descoberta de uma nova amiga será um plus para o Verão. e deixem-se ficar, na esplanada, na conversa, a ver o mar, a ver os sorrisos de quem passa. A criar laços. Depois, convidem-na para jantar e façam esta sobremesa deliciosa. Ou para lanchar, Clafoutis com Infusão de frutos amarelos (manga/pêssego/lima), hortelã e gelo. 

 

Verão com amigos, sobremesas deliciosas, esplanadas e livros. Para ser perfeito mesmo só falta uma coisa: Um Grande Amor! Falta? 

{#emotions_dlg.heart}

 

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a ti!

23.07.13

minha maior façanha e meu grande orgulho desejo que todos os dias sintas o amor, a felicidade e orgulho que sentias neste momento. Lembra-te que os ramos fazem parte da árvore, e que apesar de pequenos e finos, suportados pelo tronco, são eles que enriquecem a vida com a sombra, a fruta e a beleza. 

 

Voa, meu ramo, voa! E sorri sempre! 

 

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heading south

17.07.13

again in a few days. e com muita vontade de dar uma voltinha por aqui...

 

 

 

curioso como esta concentração está ligada aos últimos 20 anos da minha vida. já não tenho paciência para acampar, já não me imagino a sair da tenda às sete da manhã para conseguir tomar um banho "decente" nem visitar aquilo a que chamam "casas-de-banho" mas...adoro o cheiro, o barulho, a confusão organizada, a troca, aquilo a que o MCF chama de caldo cultural da Meca Europeia do Motociclismo! nunca me vou esquecer do tamanho das tostas na praia da ilha, dos banhos tomados com copos de água no wc do café, da "cadela" dos vizinhos da frente e de como ouvir David Fonseca para adormecer até nem é mau. em Faro apanhei um escaldão na nuca! em Faro, bordaram o meu nick no meu colete. a azul real, claro, como não podia deixar de ser. em Faro aprendi que somos anjos da guarda uns dos outros. e que o que acontece em Faro, é melhor que lá fique. e foi da concentração para Lisboa que confiei o suficiente para adormecer, de pendura....  há muitas coisas boas na minha vida ligadas à concentração de Faro! recordações de família, de amigos, e das melhores cavalas grelhadas do mundo e arredores. do passar por lésbica a ver o homem da minha vida morto de ciúmes e inchado de orgulho, há de tudo, ligado a Faro. já não é nada do que foi, mas se nunca foram, não sabem o que perdem! 

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com-paixão

16.07.13

True compassion is giving what the other person needs, not necessarily what you want to give. –Steven Stosny

 

Não é fácil fazer isto. Sobretudo se se trata de dar a quem já nos deu muito do que não queríamos ter na vida. É difícil deixar de parte as mágoas e apenas ouvir, acarinhar e não abrir a boca para julgar. É complexo. É preciso já ter passado por várias fases do desespero à raiva e ter conseguido fazer paz, dentro de si, para estar em paz com o mundo. Só então, e ainda a baby-steps é que se consegue ser para o outro aquilo que ele precisa que sejamos sem tentar a todo o custo fazê-lo ver a “nossa razão”.

Percebi isto recentemente. Creio que pela primeira vez em já alguns anos, tinha a cabeça e o coração no lugar certo, e fui capaz de dar sem julgar, ouvir sem argumentar, abraçar sem criar ou deixar criar expectativas.  É bom abrir os braços para os fechar sobre quem se ama, sem prender. Talvez, sublimando a paixão, se obtenha a compaixão, e esta seja o principal ingrediente do Amor. 

 

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momentos

15.07.13

há, haverá sempre momentos marcantes na nossa vida que parecem vir do nada. hoje, apesar de tarde e de quem sabe já não servir para nós, percebo que um homem muito importante na minha vida fez um ENORME caminho e isso deixa-me profundamente feliz por ele. apesar de todos os pesares, apesar de todos os disparates, de todas as loucuras. há, haverá sempre carinho e ternura. onde quer que a vida nos queira ter. 

 

 

 

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mudar

12.07.13

mudar de vida. mudar de ares. mudar. 

há coisas que mudo com frequencia e gosto, há outras que detesto ter que mudar e se pudesse mantinha para sempre. por exemplo: tenho a mesma carteira há quase 20 anos. Já toda a gente me ofereceu outra carteira e eu, por delicadeza, até as uso por algum tempo. mas depois volto à minha. é minha, é como eu, tem espaço para tudo o que me faz falta e foi a carteira que sempre quis ter "quando fosse grande". o mais curioso é que toda a gente adora a minha carteira e está sempre "de moda". 

outra coisa que não gosto muito de mudar, são templates dos meus blogs. geralmente escolho coisas muito simples, que torno ainda mais minimalistas e se alguma coisa mudar serão, eventualmente os cabeçalhos. gosto de estruturas claras, leituráveis, se é que esta palavra de facto existe. o lazy cat, no sapo, nasceu preto. já foi branco. e já foi preto. já teve alguns apontamentos de cor na lateral. e já foi preto. e já foi branco e, até hoje, só fazia realmente sentido que fosse preto. talvez seja pelo conteúdo. tem tanto de mim que ler-me assim, preto no branco é por vezes como abrir os olhos e ter o sol de frente...e vai-se mantendo nos pretos, vão-se colorindo cabeçalhos e o resto fica....será para que não se vejam as lágrimas? será pedantismo? será o que será! mas hoje o lazy cat mudou. porque senti que tinha chegado a hora e porque, ao procurar um novo template, dei de caras com "a minha cara": a clean summery template with a cat, on a roof. e portanto...mudei! e mudei com muito gosto! 

 

por isso, para além de tudo isto tenho hoje a dizer que: Life is damn good, you see?! 

 

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sobre estados de alma e outras insignificâncias... :)

"If you are lucky enough to find a way of life that you love you have to find the courage to live it."
John Irving



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No luxury and no comfort, no delight and no pleasure, no new liberty and no new discovery, no praise and no flattery, which we may enjoy on our journey, will mean anything to us if we have forgotten the purpose of our travels, and the end of our labours (Isaiah Berlin)

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