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São Pedro

29.06.13

 

Afina-me essa guitarra,
Para eu deitar cantiga.
Esta noite sou cigarra:
Já basta de ser formiga!

 

A imagem é daqui

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São João

24.06.13

sou eu essa fonte vadia
em que S. João vagabundo
matava a sede e  a folia
todas as noites do mundo

 

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there, right there on the top!

21.06.13

amo aquele momento fugaz mas intenso, assim como um curto-circuito, em que tenho o prazer mentalmente orgástico de confirmar que estava certa. mesmo que isso me faça apenas sorrir, faz-me sentir exactamente como esta música: on the top of my world. Oh yeah! life goes on! getting better and better!

 

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Omenatge

18.06.13

 

 

Há momentos em que é preciso fazer apenas isto: observar, respirar fundo e agradecer a simplicidade com que a vida nos troca as voltas, colocando no nosso caminho coisas e pessoas que farão com que a nossa vida mude para sempre no sopro de um segundo.

 

 

Já fora de horas fui “raptada” para um lanche. Entrei pela primeira vez numa casa na qual fui recebida como família, sem cerimónias e no entanto, com muito respeito. O dono da casa deixou as formigas andarem às voltas, põe mesa, tira mesa, fazendo um comentário ocasional,  quase sempre em tom de brincadeira. E sentou-se à mesa connosco. Quando acalmou o rebuliço usual, do passa-me o leite, a manteiga, por favor, bebes café a esta hora? e afins, simplesmente, abriu um livro e leu, pausadamente um poema curto e belo que falava, claro, de amor.

 

Depois disso, queixou-se que quem tinha levado o pão se tinha atrasado muito! Tanto que o pão já estava frio! No meio da gargalhada geral (começámos a lanchar depois da meia-noite) não pude deixar de pensar o seguinte “ haverá forma maior de honrar um filho poeta, haverá melhor maneira de dizer o imenso orgulho que se tem nele, haverá maneira mais simples e grandiosa de dizer amor e partilhar esse sentimento do que esta?”

 

E soube que, da mesma maneira que a beleza do gesto me marcou para sempre queria guardar, fora de mim, o registo desta família, unida, feliz, amorosa para tudo e todos que me acolheu, assim, inesperadamente e partilhou comigo a mesa e, sobretudo, a sabedoria do amor imenso que faz crescer crianças e adultos, em sabedoria e felicidade.

 

 

 

 

 

homenagem 
(provençal homenatge

s. f.

1. [História]  Juramento de fidelidade que prestava ao soberano o vassalo que recebia feudo.

2. Demonstração de veneração e respeito. = PREITO

(in Priberam)

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enteléquia

17.06.13

 

 

Há verdades Universais? Há perspectivas da mesma verdade? A verdade que eu observo, aquela que vivo, aquela que sinto, está sujeita a subjectividade? Ou é, apenas, una, única, igual para todos que a observam? É apenas verdade para mim? Será verdade apenas se muitos concluírem como eu? Quantos indivíduos deverão ver, sentir e observar como eu para que a minha verdade seja uma verdade Universal? E até que ponto interessa saber se a minha verdade é Universal ou não? Afinal, se a vejo, a vivo e a sinto, para mim é verdade. Carece a minha verdade de validação externa, alheia a mim para se tornar verdade?

 

Será tudo uma questão de perspectiva, sendo que o que está à frente de quem está ao meu lado oculta uma parte do que eu vejo e lhe mostra uma realidade diferente e impede, assim, que vejamos a mesma realidade? E se sucessivamente se escondem e mostram diferentes facetas da mesma realidade consoante o ponto de vista do observador, isso invalida que a minha opinião seja real? Invalida a minha verdade? Invalida que tenha sobre determinada pessoa uma opinião, para mim, verdadeira, o facto de outra pessoa ter uma opinião diferente? Quem julga e determina o que é verdade para mim senão eu através da minha perspectiva? E se eu tenho de determinada pessoa uma opinião, formada através da observação das facetas que me foram dadas a conhecer, quem pode dizer que estou errada e como poderei eu dizer que quem discorda de mim não vê a verdade? Se afinal, “ Todo o conhecimento o é sob um determinado ponto de vista”, o meu conhecimento (ou seja a minha verdade ou a minha realidade) não deixa de ser verdadeiro, apenas porque tenho um ponto de vista único, mas passa sim a ser real, ou existir como realidade, (para mim) exactamente pelo facto de provir do meu ponto de vista único!

 

O erro inveterado consistia em supor que a realidade teria em si mesma, e independentemente do ponto de vista que se tiver sobre ela, uma fisionomia própria. Claro que, pensando assim, toda a visão a partir de um ponto determinado não coincidiria com ela e portanto seria falsa. Mas o caso é que a realidade, tal como a paisagem, tem infinitas perspectivas, todas elas igualmente verídicas e autênticas.  A única perspectiva falsa é a que pretende ser única.

 

Logo, a opinião que tenho de determinada pessoa, será tão verdadeira e válida como a de qualquer outra pessoa, concorde ela comigo ou não. O que já não é verdade é que um perfeito idiota o deixe de ser apenas porque uma perfeita idiota se recusar a aceitar esse facto como verdade! Da mesma maneira, uma opinião sobre mim será tão verdadeira quanto a perspectiva e o (real) conhecimento que a pessoa tenha de mim, para fundamentar a opinião que tem, tornando a sua verdade única para si através da perspectiva (posição, tempo e filtros) com que me observa.

 

E com isto, tenho dito e concluo.

 

 

Parcialmente baseado em “El tema de nuestro tiempo” - Ortega y Gasset

 

imagem daqui

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revista(s) e visitas

14.06.13

Passa-se muito tempo sem que compre uma revista. Pelas mais variadas razões. As revistas têm pouco que ler, eu gosto de ler. A maior parte delas não tem conteúdo à altura do preço e as ofertas (se é que trazem alguma) já não são o que foram. Em tempos idos, comprava religiosamente várias revistas. Uma delas, cujas edições guardei durante anos chamava-se “20 ans”. Adorava a revista vá-se lá saber porquê! Se calhar porque tinha vinte anos. Se calhar porque as idiotices me pareciam menos idiotas, se calhar, porque, se, porque, se….tudo isto a propósito de quê? A propósito de uma revista que vi ontem nas bancas e trazia uma oferta que me faria pensar duas vezes em levar a revista, mesmo que a comprasse habitualmente. E fique triste! Tenho postais, miniaturas de eau-de-cologne, algumas canetas e até bolsinhas que vinham com revistas. Aliás, creio que a minha panca pelas miniaturas de perfume começou assim. Apaixonei-me pelos frascos! Perfume, há mais de 20 anos que uso o mesmo e, quando tento mudar, ele volta a apaixonar-se por mim (sim, ele também, mas essa é outra história!) e voltamos à nossa dança. Mas lembro-me, sobretudo, de andar pelo quiosque da melhor amiga da minha mãe à espera que chegasse o dia das devoluções pois era nesse dia que levava para casa os meus tesouros! Amostras de cremes, bases, make-up e, até, por vezes, amostras de perfumes. Clarins, Lancôme, Chanel. Yves Saint Laurent, Thierry Mugler, Paco Rabane, Lacoste e tenho a certeza que me estou a esquecer de muitas outras marcas! Essas sim eram ofertas! Daí a ganhar o gosto por algumas coisas foi um salto de pulga!

 

Muitos anos depois, percebi que além de valor sentimental, as muitas revistas que acumulava há quase uma década, serviam sobretudo para juntar pó. Trivialidades, culinária, viagens, literatura e artes. E, sobretudo DECORAÇÃO. Adoro revistas de decoração e não tenho a menor paciência para casas complicadas! Adoro ler artigos sobre make-up e sou alérgica aos parabenos, o que equivale a dizer que sou alérgica a quase noventa por cento dos produtos de maquilhagem. Enfim, com a chegada da internet, da qual me tornei fã rapidamente e uma utilizadora regular, percebi que me podia desfazer das revistas e, salvo alguns recortes e algumas capas, foi isso que fiz. Por vezes acho que me apetece comprar alguma, mas depois sei que a vou deitar fora…já as deixei em bancos de jardim, bibliotecas, consultórios, depois de lidas, só para não deitar dinheiro fora. Adoro o conceito revista. Do objecto, gosto cada vez menos! Coisas da vida. Agora, com a nova filosofia de vida e tendo finalmente a possibilidade de encarrilar pelo minimalismo, e por mais que me digam que o livro e o jornal e a revista se adaptam ao corpo humano como nenhum meio digital o fará jamais, confesso que só penso em comprar um kindle. Não quero um tablet. Quero um kindle! E esta?! Quero milharesde livros e revistas no mesmo espaço e praticamente sem peso! Reconheço que a Raquel tinha razão, perder um kindle e perder um livro não é a mesma coisa. Pois não. Por isso o meu filho, continua a ler livros. Em papel, que cheiram bem! Se os perder ou esquecer em algum lado, paciência! Agora eu, ao longo da vida, perdi apenas os livros que emprestei…todos os outros que deixaram de ser meus foi porque os dei a alguém, os dei sem saber a quem, em trocas de livros ou em quermesses ou em trocas de presentes (sim, dei livros usados!) ou os deixei numa estação de metro, num banco de jardim ou numa esplanada de café. E não me estou a ver emprestar o kindle…. :)

 

 

Entretanto, continuo à procura “da” casa! Já perdi a conta aos apartamentos que visitei, ao número de casas que recusei ver, aos quilómetros de terreno que palmilhei à procura dos famigerados papelinhos nas portas e janelas e, ainda não encontrei. Mas, desta vez, acho que estou quase lá! Só não fico com esta casa se não chegarmos a acordo! E, a conversa das revistas tem muito a ver com isto: esta casa é “ a minha cara”! É exactamente o tipo de casa que se encontra nas revistas, tem cachet! E é uma daquelas casas em que se podem colocar na parede revistas (ou capas) emolduradas e sabe deus que eu tenho capas de revista guardadas!!!!!

 

 

 

Life is such a Great place to be at! 

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Santo António

13.06.13

Todos nós temos defeitos
digo isto sem ar de riso
alguns são tortos do corpo
outros aleijados do juízo

 

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des-tralh(a) ar

09.06.13

tenho ideia de ter começado este blog com a nobre intenção de escrever por aqui de tudo um pouco, incluindo nisso relatar-vos um pouco pretendia destralhar a minha vida. Não sendo uma coisa tão complicada assim, a vida tem por vezes para nós prioridades diferentes das nossas! Costuma até dizer-se "coisas da vida" o que se pensarmos bem, ilustra claramente o quão pouco temos, por vezes, mão na dita. no útlimo ano passei por tanta coisa estranha que juro: houve mais do que um dia em qua pensei mesmo que não ia aguentar. MAS nesses dias fatídicos, ou nos imediatamente seguintes, tive que reconhecer que desistir é das poucas coisas que não sei fazer. não sei fazer mesmo, nem bem, nem mal. nem sei sequer por onde se começa! se soubessem a quantidade de vezes que pensei "agora vou ficar aqui na cama e pronto"!!!! meia hora depois, o mais tardar, estava a pé, pronta par mais um dia. pronta....pronta neste caso é mesmo só maneira de dizer...mas cá estou! curiosamente, apesar de não me sentir tão diferente assim, sei que estou diferente. noto que estou diferente numa quantidade de pequenas coisas e isso agrada-me muito. agrada-me mesmo! porque vai ao encontro daquilo em que acredito e que vejo nos outros: as pessoas não mudam na essência, mas podem aprender a fazer as coisas de outra maneira. e é isso que está a contecer. aprendi a fazer as coisas de maneira mais vantajosa para mim. escusam de estar já a pensar mal! a maneira mais vantajosa é apenas aquela que me traz menos desconforto, se é que tem que haver algum. confesso que ainda fico com um pouco de sentimento de culpa ali por detrás da orelha equerda, às vezes, mas estou a aprender! estou mesmo! e a vida está contente com isso e como tal, um dia destes passo a ter menos tempo (ainda) para escrever por aqui. com base nas boas notícias e na filosofia do "destralhanço" creio que vou abdicar de outros blogs e sites e manter-me apenas por aqui. sou absolutamente incapaz de fechar o LazyCat, aquele telhado é mais de metade de mim, é amor em quase cada palavra, amor sem dono e sem destino, amor apenas como imagino que o amor deve ser. 

mas vai ficar ali, aberto, mas actualizado ao sabor do vento. aqui, tentarei fazer duas ou três entradas semanais, não mais do que isso, mas que sejam actuais e não agendadas com muita antecedência. 

 

tratarei de falar da casa nova e de como na mudança já estará em vigor a "lei do destralhanço", de como pretendo dar/doar muitas das minhas coisas, roupas livros e acessórios sobretudo, sendo que tenciono vender outras coisas a preços entre os dois e os cinco euros. brinquedos do filhote já estão encaixotados, embrulhados e prontos para alegrar outras crianças neste Natal. logo que a mudança esteja concluída e os meus horários estabelecidos tentarei manter um ritmo "folgado" mas certo por aqui, partilhando as novidades de uma vida que parece ser um verdadeiro recomeço. 

 

houve momentos em que duvidei da vida. a vida pagou-me com aprendizagens dolorosas e sobretudo fez-me perceber, mas perceber cá de dentro de uma vez por todas que viver não é dificil. basta acreditar e sorrir, e nunca deixar de andar em direcção ao que se quer ter, mesmo quando a vida nos dá aquilo que nos faz falta da pior maneira, não perder o rumo é uma boa garantia de sucesso lá à frente. e de mudanças perenes, não apenas aparentes!

 

 

haut les coeurs! 

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amigos

09.06.13

mais ou menos chegados, de passagem pela nossa vida ou permanente, gosto de homenagear pessoas que passaram pela minha vida deixando-me mais rica do que era antes da entrada delas. não, não tenho amigos milionários! pelo menos em currency. falo de gente que partilhou comigo pelo menos uma coisa que me tem acompanhado de maneira mais ou menos intermitente desde essa altura. É o caso do António e deste texto maravilhoso que hoje partilho convosco. porque os tesouros, na minha maneira de sentir a vida, crescem quando se partilham! Bem-hajas António! 

 

 

autora : Fazia Hayat

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I'm miles from where you are

07.06.13
I'm miles from where you are
I lay down on the cold ground
And I, I pray that something picks me up
And sets me down in your warm arms

Yes, I still do, sometimes

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Pág. 1/2



sobre estados de alma e outras insignificâncias... :)

"If you are lucky enough to find a way of life that you love you have to find the courage to live it."
John Irving



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No luxury and no comfort, no delight and no pleasure, no new liberty and no new discovery, no praise and no flattery, which we may enjoy on our journey, will mean anything to us if we have forgotten the purpose of our travels, and the end of our labours (Isaiah Berlin)

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